Agora
que as antigas bicicletas pasteleiras, são consideradas peças
de coleção e apenas circulam ocasionalmente em concentrações, onde os seus
donos as exibem orgulhosamente e que esse conceito de “pasteleira” (andar a
pastelar, andar devagar), que marcou uma época, está ultrapassado, importa
fazer algumas considerações sobre o tipo de veículo a pedal mais consentâneo
com os utilizadores mais antigos, que não se identificam com os modelos mais em
voga como as BTT ou “montain bikes” ou com as modernas bicicletas de estrada,
que outrora eram mais conhecidas como bicicletas de corrida.
Nos
meus tempos de infância e juventude ainda não tinham surgido, ou pelo menos não
eram ainda muito vistas as bicicletas para todo o terreno. Nesse tempo os modelos mais
utilizados eram as pasteleiras que, nos anos 60, estavam em evolução, com a produção
de máquinas com um sistema de três andamentos, que funcionava embutido no cubo
da roda traseira e os travões em forma de ferradura que eram acionados através
de cabos e que vinham substituindo os travões de alavanca. Os ciclistas mais
jovens começavam a optar pelas bicicletas de corrida, bastante diferentes das
bicicletas de estrada de hoje, se comparadas principalmente pelo material com
que eram produzidas. Naquele tempo o aço era o material mais usado na
construção dessas máquinas e estas eram terrivelmente pesadas, no entanto já
tinham carretos com três ou cinco andamentos, roda pedaleira dupla e um design
desportivo que apaixonava os amigos do pedal.
Hoje
as BTT ou montain bikes e as bicicletas de estrada, ou de corrida, apesar de
serem os modelos mais usados não são, contudo, os únicos. Existem muitos outros
tipos de veículos, mormente as bicicletas híbridas, que pretendem ser um meio
termo entre as BTT e as bicicletas de estrada.
Mas,
então, para os veteranos que como eu pedalam à mais de meio século, em estradas
de terra ou alcatrão, qual será o tipo de bicicleta mais adequado para subir
montanhas ou dar um passeio mais longo em estradas com bom piso?
Quem
gosta de andar de bicicleta, não em competição, mas para praticar desporto ou
lazer e ainda para se deslocar de e para o trabalho, não pode estar hoje cingido
a apenas um modelo de bicicleta. Terá obrigatoriamente de ter pelo menos duas
bicicletas em estado operacional, uma de estrada e outra de montanha. E se a
bicicleta for as suas segundas pernas, como acontece comigo que faço
diariamente deslocações de trabalho nesse tipo de veículo, três não serão
demais. É preciso ter em conta as avarias e a substituição de componentes que
podem imobilizar uma bike durante alguns dias até haver oportunidade de
resolver o problema. Desse modo é possível ter sempre a bicicleta mais adequada
para o percurso que se vai fazer, porque uma só bicicleta, um meio termo entre
o modelo de estrada e de montanha, nunca irá satisfazer um amante do pedal.
Para
gente de mais idade (falo por mim) as bicicletas de estrada, com o seu guiador
caraterístico, que obriga o ciclista a curvar-se na
máquina com a finalidade de cortar o vento, já não serão muito indicadas e
também os andamentos pesados, próprios mais para competição, são um
contratempo. Isto é apenas a minha opinião, mas a verdade é que não serei o
único a pensar assim, pois há grandes marcas desportivas a lançar modelos de bicicletas
que não são mais do que bicicletas de corrida com andamentos e guiador de BTT.
A
Fuego 8.1 FB da Berg é um desses modelos que, na minha apreciação, conjugam a
utilização em estrada com a montanha, desde que o piso seja em asfalto. Para
praticar ciclismo de montanha não é obrigatório circular em pisos de terra.
Claro que não é um modelo para substituir uma BTT autêntica, mas permite
circular em estrada com leveza e subir montanhas íngremes graças ao sistema de
andamentos mais escalonado idêntico ou igual aos sistemas de BTT.
Muitas
bicicletas de estrada foram adaptadas para ficarem com carateristicas idênticas
à Fuego 8.1 FB. Eu próprio fiz essa adaptação em algumas bicicletas de corrida
mais antigas, já há muito tempo, mas agora com este modelo da Berg ou outros
que certamente existirão é possível planear percursos em estradas de montanha
com grande declive, sem receio de ter que transportar a bicicleta à mão.
Caro amigo, depois de quase perder meu cotovelo numa queda, o tipo de bicicleta que eu mais gosto é a ergométrica =D
ResponderEliminarMas é legal saber que existem tantas opções que facilitam , já andei no meio da lama com uma bicicleta de pneu fino, realmente foi difícil ... quase deixei ela atolada lá e voltei caminhando!
Mas, eu sabia que aquilo ia me dar trabalho, era mesmo uma das de piso de asfalto.
Boa semana José Alexandre!
beijinho
Tin
Olá, cara amiga!
EliminarCompreendo que o acidente que sofreu a tenha desmotivado para andar de bicicleta, no entanto acho que não deve desistir, pois isso de pedalar parado é uma seca.
Andar de bicicleta comporta alguns riscos e, por isso, é preciso ter muito cuidado, mas é um ótimo desporto não só para o físico, mas também para a mente.
Agora fiquei um pouco admirado com as estradas em São Paulo... Não imaginava que também havia lama por aí!
Beijinho e boa semana!
José Alexandre
na verdade não tem lama nas estradas , raros são os lugares sem asfalto nessa cidade, estava me referindo ao parque publico onde costumamos andar , é um tipo de parque que tem ainda area de preservação por possuir mata nativa e animais silvestres ... Aqui uma pessoa como eu deve mesmo é evitar a estrada, o movimento de muitos carros me inibe, fico com medo. =D
Eliminarbeijinho e bom final de semana amigo!
Olá José Alexandre,
ResponderEliminarAqui em São Paulo eu também uso muito bicicleta como meio de transporte, geralmente uso a bicicleta para ir ao banco, correios, mercados ou algum lugar onde o metro possa me levar, nesse caso deixando a bicicleta no bicicletário público em frente a estação de Metro mais próxima da minha casa, a estação Butantã.
Aqui percorro trechos mistos de terra / gramado e alcatrão (asfalto), subindo e descendo as guias das calçadas, já que as ciclovias são escassas.
Eu montei uma bicicleta com quadro e guidão de BTT suspensão apenas na dianteira e com pneus intermediários (mais grossos que os de estrada e mais finos que os de mountain) bem lisos, sem cravos, ela tem 24 velocidades, pois a cidade não é plana. Coloquei também um banco mais largo que os de estrada para ter mais conforto no impacto do sobe e desce de calçadas.
Essa bicicleta tornou-se muito resistente, com bom conforto e eficiência para o uso na cidade de São Paulo.
Pedalar é uma paixão para mim e apesar dos tombos e acidentes que não foram poucos eu não me desmotivei pois faz parte do esporte :)
Quem sabe quando eu voltar a Portugal possamos dar um giro de bike por aí.
Gostei do seu post sobre o asunto também do seu blog. É muito fixe !!
Forte abraço
Bruno Piassa
Olá Bruno!
EliminarCom que então também é um apaixonado pelas bicicletas! Então, quando voltar a Portugal podemos dar umas voltas por aqui que eu conheço sítios lindíssimos para visitar de bicicleta. Ah! E já agora damos também uma volta de barco no rio, com a sua esposa e o vosso filhote, pois o menino parece que gostou do passeio.
Espero que continue a visitar este blog, pois irá sempre encontrar qualquer coisa interessante seja sobre bicicletas, sobre Miranda ou outro assunto qualquer. Tudo original!
Um grande abraço.
José Alexandre Henriques