CONSTRUIR A PRÓPRIA CASA - Prevenir erros de dimensionamento


Quando somos jovens não nos preocupamos muito com o futuro, achamos que temos o mundo todo pela frente e, com a irreverência própria da juventude, não paramos um pouco para pensar naquilo que pode acontecer ou como poderá ser a nossa situação num futuro mais ou menos próximo. Não se trata de prever o futuro porque acho que isso não existe, mas poderíamos e deveríamos ter a sensatez de atuar de forma a prevenir algumas situações futuras que podem acontecer e causar algumas arrelias.

Nesta altura o leitor já estará a pensar que esta conversa não tem nada a ver com o título do post, mas engana-se, pois é disso mesmo que se trata: “prevenir erros de dimensionamento, na construção da nossa própria casa”.

Quando me lancei na aventura de construir a minha própria casa os meus conhecimentos sobre construção civil em geral ainda eram bastante escassos, mas, pior ainda, era muito inexperiente em todas as áreas da vida (na altura tinha apenas 23 anos) e por isso cometi algumas falhas na obra, que não foram propriamente defeitos no trabalho de construção, foram antes erros de dimensionamento nas divisões da casa e também nos trabalhos de canalização e eletricidade. Alguns desses erros puderam ser remediados mais tarde, outros não, mas mesmo os que foram corrigidos não o foram são sem muito trabalho e despesa e, por motivos económicos, alguns desses erros poderão subsistir para sempre.

Foram esses mesmos motivos económicos que poderão ter concorrido para que esses erros fossem cometidos. No meu caso creio que essa foi a principal razão, pois tendo que estar sempre a “contar os tostões” fui-me inclinando sempre para a construção de uma casa pequena, incapaz de prever o futuro ou, simplesmente, alheando-me dele, talvez inundado pelo pensamento romântico, mas também muito estúpido, de que “amor e uma cabana” era o suficiente para ter uma vida feliz.

COZINHA

Normalmente todos ou quase todos os projetos incluem uma sala de jantar nas habitações, no entanto a maior parte das vezes as refeições são tomadas na cozinha, por ser mais prático e porque com o corrupio do dia a dia, não há tempo para grandes demoras a comer, nem muitas vezes para saborear devidamente a própria comida. A cozinha assume, por isso, um papel duplamente importante numa casa e deverá ser ampla e arejada uma vez que é aí que nós passamos grande parte do tempo quando estamos em casa, principalmente quem tem que preparar as refeições, arrumar e lavar a louça, etc. A banca de trabalho deverá ter as dimensões suficientes para atender ao volume de trabalho, trabalho esse que poderá vir a ser muito mais do que aquilo que imaginamos quando mandamos elaborar a planta ou iniciamos os trabalhos de construção. A banca deverá ser disposta de modo a facilitar a movimentação de quem tem a seu cargo a confeção das refeições e a lavagem da louça, entre outras tarefas. Para a lavagem da louça convém, independentemente de ter ou não uma máquina de lavar, que a banca incorpore um bom lava-louças com duas pias e escorredouro.

Admito que errei nas dimensões da minha cozinha e também em pormenores como a localização das bocas da canalização e de esgotos e até a posição as tomadas de eletricidade não foi a melhor. Estas falhas são difíceis e dispendiosas de corrigir e por isso é de todo aconselhável ter atenção a estes pormenores, pois uma má localização desses importantes elementos podem ser motivo de arrelias e desconforto futuro.

DESPENSA

Um pequeno compartimento com acesso direto pela cozinha onde se possam instalar muitas prateleiras é, nos dias de hoje, algo indispensável. Por muitos armários que a cozinha possa ter eles nunca serão suficientes, pois há necessidade de armazenar para além de produtos alimentares que não necessitam de frigorífico, outros artigos destinados à cozinha. Quem gosta de aproveitar as promoções nos supermercados para adquirir um número elevado de determinados artigos, vai necessitar de ter espaço para os armazenar convenientemente.

SALA DE JANTAR

A inclusão numa casa económica de uma divisão destinada a ser utilizada exclusivamente como sala de jantar, não é muito lógica. As ideias sobre a sala de jantar têm mudado muito rapidamente. As condições atuais da vida, as limitações de espaço e a falta de tempo para o serviço doméstico, têm vindo a destronar a sala de jantar tradicional, com a grande mesa colocada ao centro e o conjunto completo de móveis. Até há alguns anos atrás, a sala de jantar constituía frequentemente a divisão mais espaçosa da casa, apesar de se manter desocupada a maior parte do dia. Atualmente procura-se juntar a cozinha e uma divisão destinada a tomar as refeições diárias, ligadas por uma grande abertura muitas vezes em arcada. Essa divisão ligada à cozinha também é muitas vezes utilizada como sala de estar.

Quando construí a minha casa o maior compartimento foi destinado a sala de jantar, mas esse espaço foi, um pouco mais tarde, convertido em quarto de dormir. Perante a absoluta necessidade de espaços para esse fim, uma sala de jantar que só muito raramente era utilizada era um luxo absolutamente dispensável, ainda para mais numa habitação com reduzidas dimensões. 


QUARTOS

Nas habitações antigas e modestas os quartos eram de dimensões reduzidas: havia a necessidade de ter muitos quartos numa habitação, devido a constituírem-se famílias numerosas. Muitos casais tinham um grande número de filhos o que às vezes obrigava a que um quarto fosse partilhado por dois ou mais irmãos. Também é verdade que os quartos antigamente serviam apenas para dormir; o mobiliários reduzia-se à cama, uma mesinha de cabeceira e pouco mais. Hoje existe a necessidade de planear os quartos com maiores dimensões, pois para além da sua função de local de descanso, servem muitas vezes também de sala de estudo, convívio, escritório, etc.

Na altura da construção da minha casa estive tentado a fazer roupeiros embutidos nas paredes. Não concretizei essa ideia e creio que fiz mal em ter desistido dela. Esse tipo de roupeiros substitui com vantagem os móveis soltos, na utilização do espaço. Nestes formam-se espaços vazios por baixo e também por cima, pois não chegam ao teto. Espaços que não têm grande utilidade prática e têm o inconveniente de se constituírem em locais onde é difícil efetuar a limpeza necessária.

Com o decorrer do tempo vamos juntado muita roupa de vários tipos, necessária para atender às exigências climatéricas das várias estações do ano. Algumas peças vão-se deteriorando com o tempo e o seu destino final é o lixo. Mas vai ficando sempre alguma roupa com pouco uso, que raramente vestimos, mas que vamos guardando por precaução e com a ideia de que um dia ainda poderá ser útil. Para guardar toda essa roupa é necessário muito espaço e por isso os roupeiros embutidos podem ser uma boa solução pois permitem que no seu interior, para além da roupa pendurada nos cabides, possam ser colocadas prateleiras onde se poderão guardar muitas peças de roupa. Estes roupeiros poderão encarecer um pouco a obra, mas é um investimento que é em grande parte recuperado na altura de se mobilar a casa.

SALA DE ESTAR

Uma sala de estar com sofás, onde se possam passar algumas horas descontraidamente, vendo televisão, lendo ou ouvindo música, também pode ser muito útil. A divisão para este fim não necessita de ser de dimensões muito grandes, mas isso depende muito do uso que lhe vai ser dado, uma vez que poderá vir a ser utilizada também para outros fins como biblioteca ou escritório.

ESCRITÓRIO/BIBLIOTECA

Há algumas dezenas de anos atrás, numa habitação pequena e económica, não passaria pela cabeça da maior parte das pessoas que construíram a sua casinha, englobar na habitação uma divisão, por pequena que fosse, destinada a servir de escritório ou biblioteca. Lia-se muito, é certo, mas no entanto poucos compravam livros. Recorria-se às carrinhas (bibliotecas Itinerantes) para se obterem livros por empréstimo para se ler.

Hoje, a inclusão na casa de um escritório que pode também servir de biblioteca ou vice-versa, no caso da impossibilidade de ter as duas, é um assunto a considerar seriamente, mesmo em habitações que se pretendem de construção económica. Todos nós, independentemente da profissão ou modo de vida de cada um, temos necessidade de fazer alguma escrita mesmo que seja em suporte informático, preencher documentos, manter a nossa contabilidade em dia e possuir um arquivo com toda a nossa papelada. Tudo isso se torna mais fácil e organizado se pudermos dispor de um espaço próprio para o efeito.

CASAS DE BANHO

Quem inicia a construção de uma casa e tem pouco dinheiro, pensa em realizar o projeto, poupando o mais possível e em tudo o que for possível, mas há coisas que, de tão úteis, se tornam indispensáveis. Fiz apenas uma casa de banho na habitação o que foi um erro crasso. Mais tarde construí outra num pequeno anexo, mas a falta de pelo menos mais uma casa de banho no interior da habitação principal continuou a fazer-se notar. Foi falta de planeamento, mas também de imaturidade, pois devia ter previsto que com o aumento da família, uma só casa de banho é, de facto, muito pouco.  Hoje, sei que se pudesse voltar atrás construiria também uma pequena casa de banho anexa ao quarto do casal. Não tenho dúvidas quanto à sua utilidade, ou até indispensabilidade em caso de família numerosa.

ANEXOS PARA ARRUMOS

Quem vive no campo e desenvolve algumas atividades agrícolas, mesmo que em escala reduzida, não passa sem ter uma ou mais divisões desligadas da habitação principal para arrumar todas as suas ferramentas e máquinas e até para guardar alguns produtos do campo como batatas, cebolas, etc. Normalmente, esses anexos são construídos de uma forma mais ligeira uma vez que não se destinam a habitação. No entanto, conviria que na sua construção fosse empregado algum tipo de isolamento, principalmente na parte destinada a guardar os produtos agrícolas, pois durante as estações quentes o interior desses edifícios aquece muito o que é prejudicial a esses mesmos produtos, podendo acelerar a sua deterioração.

GARAGEM

Nos últimos anos em algumas vilas e até aldeias situadas em zonas consideradas como rurais, foram construídos muitos prédios de apartamentos. A maior parte desses apartamentos não possui garagem e os seus habitantes não têm outro remédio se não deixar o seu carro na rua. Os apartamentos têm esse e muitos outros inconvenientes, embora possivelmente possam ficar bastante mais baratos do que construir uma pequena vivenda. No entanto, para quem gosta de fazer pequenos trabalhos, seja de artesanato, bricolagem, reparações em aparelhos domésticos, automóveis ou bicicletas, não pode ficar confinado a um apartamento. Uma vivenda por pequena que seja proporciona liberdade de movimentos e se tiver uma garagem para guardar o automóvel e que ainda fique com algum espaço para montar uma banca de trabalho, para além da sua utilidade inequívoca, pode ser motivo de economia e aprendizagem, pois efetuar pequenas reparações nos nossos equipamentos pode ter essa dupla vantagem.

Pode acontecer que opte por montar uma pequena oficina num outro anexo da casa e, nesse caso, deixe o espaço da garagem apenas para um ou mais automóveis, mas deverá contar sempre com um espaço extra para abrir completamente pelo menos uma das portas e para se poder movimentar à volta do veículo ou veículos. Convém que o portão ou portões da garagem sejam de abrir para fora, basculantes ou de correr, para evitar o espaço extra necessário para os portões abrirem para dentro.

CORREDORES

Numa vivenda planeada de forma a ser o mais económica possível, as superfícies deverão ser maiores onde tal for mais necessário. Os corredores são locais apenas de passagem para as diversas divisões da casa, pelo que deverão ser o mais estreitos possível, mas sem exagerar a ponto de os tornar tão exíguos que não permitam a circulação de móveis e outros materiais e a sua entrada pelas portas nas divisões a que se destinam. Por falar em portas lembro também que estas não deverão ser de largura inferior a 0,85m, e colocadas de modo a que a sua abertura se faça sem prejudicar os espaços das divisões. Quando construí a minha casa era usual conceberem-se os corredores com 1,10m de largura. Foi com essa medida que ficou o meu corredor, no entanto para a circulação dos móveis e outros apetrechos, sempre que é necessário fazer essa movimentação, a dificuldade é bem real. Vale o facto da casa ser de apenas um piso e as coisas de maior volume poderem entrar e sair pelas janelas, pois estas ficaram com dimensões generosas, e ainda com a vantagem de serem facilmente retiradas, uma vez que são de alumínio com abertura e fecho de forma corrida.

Creio que será muito difícil conceber uma casa sem corredores, mesmo sabendo que se poderá ganhar espaço em determinadas divisões; ninguém quererá, por exemplo, ter de passar por um quarto para entrar noutro, ou mesmo atravessar uma qualquer divisão para se dirigir para outra.

É necessário, pois, que a planta do interior da casa seja muito bem ponderada para evitar contrariedades que poderão surgir mais tarde quando a utilização dos espaços passar da teoria à prática consumada.

SÓTÃO

Este tipo de telhado permite a
colocação de várias janelas
para o sótão.
O sótão não será propriamente uma divisão do interior da casa, no entanto, essa parte da habitação assume uma importância muito grande numa pequena e económica vivenda de um só piso. Noutros tempos os sótãos, quando os tetos eram em forro de madeira, não tinham qualquer utilidade prática, pois era quase impossível circular-se aí e esses locais acabavam por ser apenas um depósito de sujidade que se infiltrava pelas frestas das telhas e aí se acumulava. Estes sótãos eram muito difíceis de limpar e acabavam, até, por ficar infestados de ratos que tinham de ser combatido com recurso a produtos tóxicos. Esta era a triste realidade, que foi dando lugar a outra mais risonha com a melhoria das condições de vida e com o aparecimento das placas de tijoleira e vigotas pré-esforçadas, com que passaram a ser construídos os tetos das casas. Isso veio permitir o aparecimentos de sótãos amplos, desde que o telhado fique com o cume fique bastante elevado de forma a permitir a permanência e a circulação de pessoas no sótão sem andarem curvadas, o que tem também a vantagem de ficar com boa inclinação para melhor escorrimento das águas da chuva (ver colocação depiso de teto e telhado).

Um telhado com janela de sótão.
Um sótão bem dimensionado permite uma utilização variada que pode ir da simples arrumação de objetos até à improvisação de alguns quartos ou mesmo de um pequeno escritório. Para isso é importante que o vigamento do telhado seja também formado com uma placa pré-esforçada e que por debaixo das telhas sejam colocado alguma material isolante como placas de poliestireno expandido, pois isso vai tornar mais suportáveis as temperaturas do sótão. Poderão ser aplicadas algumas janelas daquelas que se usam nos telhados (janelas de sótão), ou nas empenas, ou ainda, no caso de construir o telhado com as águas cortadas (ficando com uma parte do telhado mais alta do que a outra), aplicar pequenas janelas retangulares na parede que vai ser levantada em cima da viga central onde vai apoiar uma parte do telhado.

A entrada para o sótão deverá ser ampla para facilitar o acesso ao mesmo, podendo essa entrada ser pelo exterior, na empena da parte traseira do edifício, o que evita a ocupação de espaço no interior da casa. Vai ser necessária uma escada para o sótão e um tipo de escada como a que eu construiu e que está descrita no artigo “construção de uma escada em caracol” poderá ser uma boa opção para esse efeito.

Quando construí a minha casa, levado por uma ideia de poupança talvez um pouco exagerada, empreguei no telhado vigamento em madeira, o que foi um erro, pois poderia ter um sótão mais limpo e mais utilitário se lhe tivesse aplicado um piso em vigotas e tijoleira. Embora esse não seja propriamente um erro de dimensionamento ou de construção e não seja um problema irresolúvel é algo que me faz pensar que não tomei a melhor opção, mesmo que ela tenha sido em grande parte motivada pela pressão de ter que construir barato ou, melhor dizendo, pela falta de dinheiro.

Escrevi este texto baseando-me apenas na minha experiência pessoal e ele é direcionado, sobretudo, para as pessoas que pretendem construir uma casa pequena e económica. Não recorri a qualquer documento ou suporte técnico de terceiros. Os anos volvidos e a experiência prática que eles nos dão, fazem-nos acreditar que poderíamos ter ponderado melhores decisões tão importantes como são a construção e o dimensionamento da nossa casa, não entrando em excessos, mas enfrentando o futuro de forma realista e com otimismo.



   
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8 comentários :

  1. Boas dicas amigo , eu ainda acrescentaria que um closet pode ser interessante ...
    E uma copa substitue bem a sala de jantar, próximo a cozinha e com clima de família, todos sentados a mesa porém sem as 'pompas' da sala de jantar.

    Quando for construir a minha casa vou pedir conselhos ao amigo... :D

    beijinho e boa semana,
    Cintia

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  2. Ora viva,amiga Cintia
    As suas opiniões são sempre muito interessantes e valorizam a minha modesta escrita. Obrigado!
    Já sabe que pode contar com a minha ajuda no que for possível. Se não estivéssemos tão longe teria o maior prazer em ir ajudar a construir a sua casa, não com conselhos, mas com mão de obra real.
    Um beijinho e boa também para si.
    José Alexandre

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    Respostas
    1. Boa tarde Amigo José Alexandre
      Ora cá está outro assunto deveras interessante.
      Já passei por uma experiencia identica, e após isso é que fiquei a perceber que é quando acabamos uma casa que deveríamos a partir desse ponto começar de novo, pois assim não caíamos no mesmo erro.
      Creio que todos os que se aventuram a construir, passam pelo mesmo. A vida é mesmo assim, e no início o que nos obriga a construir da forma como idealizamos deve-se de facto ao factor monetário.
      Agora ao pensar na velhice, que é o que nos escapa quando somos novos, devem-se evitar alguns erros. E um deles é a casa ter escadas quer no interior. quer pelo exterior. É que na velhice já não poderemos usufruir dos pisos superiores como dantes. E isso ao que parece ninguem se lembra.
      Outra coisa que se fosse possível, eu alteraria desde que o projecto permita.
      A canalização nas paredes. Outro erro. Já senti na pele, roturas nas canalizações e ter de partir paredes em vários sítios para detectar a fuga.
      O ideal seria colocar a canalização de forma identica aos navios. Sempre pelo exterior da parede, a passar, ora junto ao tecto, ora no rodaspé. Que se lixe a estética da casa.
      Um tubo sempre se pode dissimular e decorar, e assim seria possível rá pidamente detectar a fuga.
      Úm abraço
      Camilo

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    2. O amigo Camilo tem razão quando diz que quando estamos a acabar é que devíamos estar a começar. Isso é mais uma prova de que a Escola da Vida é a que mais nos ensina.
      A propósito de canalizações, também já passei por alguns problemas e agora o seu comentário inspirou-me para escrever um post sobre esse tema que é muito pertinente. É que por causa de uma rotura num tubo dei cabo de uma parede de azulejos e, afinal, a fuga estava noutro ponto bastante afastado dessa parede. Ainda guardo como recordação um pedaço de tubo galvanizado que tinha um furo onde cabia um dedo! Não sei como tal foi possível, porque o resto do tubo estava em boas condições...
      Um abraço.

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  3. A vida é mesmo assim... só se aprende quando já se tem idade! Entrei agora no teu blog e até me espantei com este post, pois noto que estás a modificar o teu blog e a atualizar para problemas futuros não se baseando só nos antigos ou atuais. A grande verdade é que quando fazemos as coisas pensamos que iremos gostar um dia e depois mudamos de ideias! O ser humano é mesmo assim, muda de ideias constantemente... e de nada vale tentar mudá-las agora, pois apesar de não ser tarde há coisas que já não se podem modificar. Mas como tudo na vida, outras podem e aquilo que sei é que o meu quarto era uma sala e esse sim, foi modificado porque valia apena e é no conforto deste quarto que escrevo agora estas palavras. Obrigado por me dares um lar! Xana.

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    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário. Conto com mais participações tuas daqui para a frente. É preciso fazer crescer o blog.

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    2. Ah que gracinha!!
      Adorei a partiipação da Lénea e suas palavras " Obrigada por me dares um lar! "

      Muito bonito de ver! :)

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  4. Ah que gracinha!!
    Adorei a partiipação da Lénea e suas palavras " Obrigada por me dares um lar! "

    Muito bonito de ver!

    E amigo, falando em tubulações, vou te contar um absurdo, nesta casa onde moro, que foi construída mas, com pedreiros contratados, o homem responsável pela obra simplesmente esqueceu de colocar tubulação no chão do nosso banheiro ( acho que em Portugal voces usam chamar de casa de banho , né? ). Então imagina um banheiro sem tubulação para escoamento da água do banho ou para o vaso sanitário?!!

    Seria engraçado se não fosse tão absurdo!

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