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Dicas para criar perus com sucesso

peru doméstico  é uma ave de criação de grande dimensão e uma das duas espécies do género Meleagris, a mesma do peru selvagem. A ave foi inicialmente domesticada pelos povos indígenas da Mesoamérica há, pelo menos, 2000 anos, com evidências que apontam para a região que hoje correspondem às regiões centrais do México. Criado em todas as regiões temperadas do mundo, a carne de peru é uma das carnes de ave mais populares e a industrialização tornou-a numa das menos dispendiosas.

BEBEDOURO AUTOMÁTICO E REGULÁVEL


Este bebedouro tem alimentação automática, esgoto e é regulável em altura para vários tamanhos de aves. Quer fazer um igual? Leia o post até ao fim e vai ver que é fácil e fica barato.


Não é necessário muito material e algum pode ser encontrado em sucatas.

BEBEDOURO AUTOMÁTICO PARA AVES


No meu depósito de sucatas tenho, entre outras coisas, vários autoclismos que por avaria ou por outro motivo qualquer deixaram de ser usados. Ao olhar para um desses artefactos lembrei-me de que poderia utilizar o boiador que controla o nível da água, na construção de um bebedouro para galinhas.

Inicialmente pensei em utilizar um desses autoclismos na totalidade, sendo que este ficaria situado fora do galinheiro, seguindo depois a água para o bebedouro através de um tubo.

AVES COM O FIM ANUNCIADO, OU A HISTÓRIA DE UM GALO

Decididamente criar frangos na capoeira não é para mim. Já tentei por duas vezes, mas não é uma atividade que me dê qualquer prazer de realizar. Não é rentável, tendo em conta o baixo preço da carne de frango nos supermercados e, apesar de reconhecer que as vozes que dizem que a carne é melhor, ou que criando sabemos o que comemos, etc, estão carregadas de razão, resolvi desistir da criação de frangos para consumo próprio.


A principal razão porque não quero frangos de carne na minha capoeira é por causa da dificuldade do abate. Custa-me fazer essa cena e também todas as tarefas seguintes como depenar e limpar. Por isso na minha capoeira agora só quero galinhas e outras aves para postura e estas hão-de acabar o seu tempo de vida de forma natural.

CRIAÇÃO DE PATOS EM REGIÕES TROPICAIS

A página deste blogue "Criação de patos", trata de um tema que tem merecido a atenção de muitos visitantes deste espaço. Aquela página já foi visitada por várias dezenas de leitores que ali procuram informações, seja lendo o artigo ou fazendo perguntas na área de comentários. Tenho procurado sempre responder às dúvidas dos leitores o melhor que posso e sempre que não estou apto a esclarecer sobre as dúvidas suscitadas, recorro a pesquisas para tentar dar uma resposta assertiva a essas questões.

CRIAR GALINHAS POEDEIRAS

John Seymour, escritor, agricultor e ambientalista, nasceu em Londres em 1914. Ele foi um acérrimo defensor da teoria da autossuficiência e acreditava que era possível pôr em prática essa teoria, ou seja: era possível ao ser humano, contando apenas consigo e com a natureza, atingir a autossuficiência, ou pelo menos alcançá-la em grande parte.

Pessoalmente, não acredito que seja possível a ninguém, hoje em dia, ser completamente autossuficiente. Neste mundo em que nos inserimos e em que somos, cada vez mais, dependentes uns dos outros, a autossuficiência parece ser um conceito utópico, mas também é verdade que para conseguir-mos sobreviver na orgânica social de um país, em que ter um trabalho diário remunerado, ou uma reforma, pode não garantir o nosso próprio sustento, é absolutamente indispensável que tentemos ser autossuficientes em tudo o que seja possível.

É verdade que o conceito de autossuficiência está intimamente ligado à agricultura e de um modo geral à produção dos nossos próprios alimentos, mas a autossuficiência não é só isso; qualquer atividade que façamos relacionada com a nossa subsistência é uma prática de autossuficiência.

CRIAÇÃO DE POMBOS DOMÉSTICOS

A criação de pombos domésticos em liberdade é uma atividade que não acarreta qualquer despesa. Essas aves, andando à solta, procuram o seu próprio alimento e ainda se tornam agradáveis à vista, voando ao redor da nossa habitação, fazendo voos picados e pousando no nosso telhado ou no chão do nosso pátio e o melhor é que também nos fornecem carne para a despensa, sem nos darem qualquer trabalho.

Este parágrafo parece conter a solução perfeita para uma ajuda à autossuficiência alimentar, mas, infelizmente, o que lá está escrito não é totalmente correto. Eu pensava desse modo antes de me decidir a criar pombos na minha chácara, no entanto, passado algum tempo depois de ter iniciado essa atividade, comecei a verificar que não era bem assim.

Esta foto mostra (mais ou menos) como era  o meu pombal que se situava
dentro do galinheiro. Junto ao teto que era forrado com esferovite, vê-se a
pequena abertura por onde as aves entravam e saíam.

Bebedouro para aves

O “Meio Século” tem o prazer de apresentar hoje mais um projeto caseiro do seu autor, uma ideia nova e completamente original.

Perante esta entrada o leitor poderá ser levado a pensar que se trata de bazófia, pois daqui ninguém espera que possa sair alguma invenção que venha a revolucionar o mundo como, por exemplo, um inovador sistema de construir pontes, ou a descoberta de um novo combustível… Eu bem gostaria, mas não!... Não se trata de nada disso, nem sequer de uma simples e tosca capoeira sem telhado…mas também não é fanfarronice, que isso aqui não existe.

Mas, já que falei em capoeira, acrescento que é um projeto com alguma ligação a tal, pois se trata, nem mais nem menos, do que um bebedouro para aves. O tempo que mediou entre o nascimento da ideia e a sua conclusão não demorou mais do que duas horas, o que parece dizer bem da insignificância do projeto. Isso não significa, contudo, que não seja algo com alguma utilidade. Apesar de ter sido posto a funcionar a apenas algumas horas, pelo que já vi, o bebedouro funciona na perfeição e acredito que me vai poupar algum trabalho, não só no seu abastecimento de água, mas também na sua limpeza, tarefas que para além de ficarem facilitadas, se tornam também mais higiénicas.

Este bebedouro, que pode ser construído nas dimensões que cada um queira, de acordo com o número de aves que irá servir pode, eventualmente, ser usado também por outros animais, como cães, porcos ou ovelhas, embora neste caso particular tenha sido concebido para aves e, mais concretamente, galinhas.

Criação de marrecos

Os marrecos não possuem as carúnculas
 (verrugas vermelhas) sobre o bico e em torno
 dos olhos, características dos patos.
Depois de já ter escrito no blog sobre criação de patos, venho neste artigo escrever sobre marrecos. É certo que muita gente confunde patos com marrecos e vice-versa, eu próprio considerava os marrecos como sendo patos, mas a verdade é que não é bem assim. É certo que são aves aquáticas com muitas semelhanças e por isso são facilmente confundidos. Criadores experientes sabem distinguir uma espécie da outra por vários motivos, mas apontam as carúnculas (verrugas vermelhas) sobre o bico e em volta dos olhos como a característica mais visível para especificar o pato, além do fato de a ave ser mais alongada. Já os marrecos são mais compactos e definidos, o que pode facilitar a padronização dos exemplares.
  
Os marrecos são aves mais rústicas e precoces, até mesmo do que as galinhas. Consomem uma quantidade maior de alimentos, mas exigem instalações simples, menores e consequentemente mais económicas.

CRIAÇÃO DE PATOS

Uma das primeiras obras que efetuei na minha chácara foi uma capoeira. Essa capoeira que tem cerca de 100 m2 de área, foi construída de modo a ser segura para evitar a entrada de animais predadores, como a raposa ou o gato toirão e ainda aves de rapina. Esses cuidados impunham-se, uma vez que a capoeira foi instalada em pleno terreno agrícola, afastada de habitações e, por isso mesmo, deduzi que seria um alvo mais atrativo para esses animais. A capoeira tem uma área coberta e fechada destinada a abrigo das aves e a restante está vedada com rede de arame entrançado e por cima com rede de pvc, em pequenas quadrículas, para evitar a entrada de aves de rapina e outros animais selvagens e também para impedir a fuga de algumas aves, como pombos ou rolas.

Cheguei a ter na capoeira um elevado número de aves de várias espécies, mas neste artigo vou falar, mais especificamente, de patos, porque de início apostei com entusiasmo na criação destas aves. Adquiri uma dúzia de patos de carne (daqueles patinhos brancos que não fazem criação), quatro fêmeas e um macho de patos mudos e um casal de patos reais. Não tinha qualquer experiência na criação destas aves, mas resolvi dedicar-me a essa atividade porque ouvia dizer que os patos comiam de tudo e faziam muita criação. Esse foi um dos motivos e um outro foi porque achava os patos bonitos e que seria bastante romântico ver as aves a nadarem num pequeno lago…

Foi por isso que deitei mãos à obra, na construção de uma pequena piscina para que os patos pudessem tomar banho e se sentissem bem, e eu próprio também, quando tivesse tempo para os apreciar nessa atividade. No entanto, acabei por chegar à conclusão de que foi um erro construir o pequeno lago e pensar que seria bonito ver os patos a nadar.

Esse erro tem a ver apenas com a falta de água corrente no lago, ou pelo menos a falta de um poço de onde extraísse água à vontade para fazer a limpeza e a mudança de água do lago. Como já disse no artigo “A minha chácara”, o terreno não tem nenhum poço e a água é aproveitada da chuva, mas no verão ela não abunda e, por isso, tinha dificuldade em mudar a água do lago.

E a verdade é que os patos sujavam a água muito rapidamente e não só a água do banho, pois até os bebedouros ficavam sujos muito rapidamente e era preciso estar sempre a limpá-los.

Patos a nadar no pequeno lago que construí na minha chácara.

Normalmente, os patos estão associados à água e, naturalmente para eles, é uma satisfação puderem nadar ou mesmo chafurdar num qualquer recipiente, mas será muito melhor se o fizerem em água corrente e abundante, para além de ser visualmente mais agradável vê-los a nadar em águas limpas do que a chafurdar num pequeno charco.

Foi a falta de água em abundância que ditou o fracasso da minha criação, porque não era possível, pelo menos no verão, estar a mudar a água do pequeno lago com alguma frequência. Mas não foi só por isso que deixei de criar patos, embora fosse essa a principal razão. As patas chocavam com frequência e facilidade mas depois do nascimento dos patinhos era necessário ter um compartimento disponível para os acolher e vigiá-los com frequência (se houvesse tempo para isso) porque as mães não tinham qualquer cuidado e pisavam ou esmagavam mesmo os filhotes, chegando a destruir mais de metade da ninhada. Outra coisa que me causava alguma repugnância era que alguns machos, em especial o pato real, na tentativa de galar as patas perseguia-as atrozmente e dava-lhes fortes bicadas no pescoço e na cabeça provocando-lhes feridas que certamente lhes deviam doer bastante. A sua atitude de machão violento obrigou ao seu abate prematuro.

Creio que todas estas vicissitudes são naturais e se criar patos fosse uma atividade fácil, que desse muito lucro, haveria certamente mais pessoas a fazê-lo e a carne de pato não seria tão cara e seria maior a oferta nos supermercados, não só de carne de pato (ou pata), mas também de ovos.

Talvez seja por tudo isto que, de um modo geral, as pequenas explorações caseiras apostam mais nas galinhas, porque estas aves, para além de serem tradicionalmente mais dóceis e disciplinadas, também não são tão exigentes quanto ao seu habitat, mas tudo tem o seu lugar e um delicioso arroz de pato, não se pode confecionar com galinha…

Lago artificial para patos
Um lago artificial para patos. Depois de escavado foi forrado com plástico,
uma forma  de construção económica.

Sei que muita gente cria patos sem ter nenhum lago para eles tomarem banho e será que isso é mesmo necessário, ou os patos apenas precisam de ter água para beber? Encontrei duas opiniões em dois livros sobre autossuficiência, que não são totalmente coincidentes e uma delas aconselha mesmo a quem não tiver fontes na sua terra a desistir de ter patos. Está no guia prático da autossuficiuência, de John Seymour, e diz o seguinte:

É absurdo dizer-se que os patos não precisam de água. É indispensável que tenham sempre água e sem ela não podem ser felizes. É desumano ter animais em condições que vão contra a própria natureza. Deixe os patos irem para a água, mas não os mais pequeninos, com dez a quinze dias, ou melhor antes que lhes tenha aparecido a proteção natural (óleo sobre as penas). No entanto dê-lhes sempre água para beber.

É preferível que a água onde os patos nadam tenha corrente e se renove continuamente; um tanque de água estagnada é menos saudável. Muitos ovos são postos na água ou sobre as margens e, se o tanque estiver sujo, os ovos que tiverem a casca porosa podem ser perigosos para comer. Não coma nunca os ovos que tenha estado em água suja, mesmo que os limpe muito bem por fora. E, se não tiver fontes na sua terra, aconselho-o a desistir de ter patos. É evidente que pode construir um tanque artificial em cimento, barro ou com qualquer material plastificado enterrado no solo, mas nestes casos tem de ter possibilidades de renovar a água.

(Interrompo aqui a narrativa de John Seymour para dizer que se tivesse lido isto antes de arrancar com a criação de patos, provavelmente teria pensado duas vezes antes de o fazer).

Continuando…

Um pato bravo tomará conta, e terá mesmo muito prazer em o fazer, de meia dúzia de patas, mas estas são mães lamentáveis. Se as deixar chocar, tem de as fechar forçosamente numa incubadora, pois de outro modo podem matar os filhos arrastando-os por toda a parte, atrás delas. As galinhas são melhores mães do que as patas. O período de incubação dos ovos de pata é de 28 dias.

Os patos pequenos precisam de uma alimentação muito cuidada. Desde o primeiro dia até à décima semana, dê-lhes tanto de cevada ou de outros alimentos quanto eles o desejarem e, junte-lhes leite. Alimente os patos do mesmo modo que alimenta as galinhas que não são para engorda. O pato não come tanta erva como o ganso, no entanto encontrará sozinho grande parte da sua alimentação, se puder ir até à água ou até ao lodo. É parcialmente carnívoro e come lesmas, serpentes, rãs minhocas e outros insectos. Não deixe que as patas engordem muito, pois os ovos serão estéreis. À guisa de pequeno almoço, os patos gostam de uma papa de legumes cozidos, flocos de aveia, farinha de ervilhaca ou de feijão, farinha de trigo e um pouco de farinha de cevada. Dê-lhes metade de uma mão-cheia todas as manhãs e outra metade à noite. Se achar que ficam muito gordos, diminua as rações; se os achar muito magros, aumente as rações, como é óbvio.

Deve matar os patos pequenos quando eles tiverem dez semanas; de qualquer modo, não irão aumentar muito de peso. Evidentemente que também pode comer patos mais idosos, mas estes serão mais duros e com mais gordura.

O abrigo para os patos pode ser extremamente simples o que não significa que seja feito de qualquer modo. Os patos gostam de abrigos secos, sem correntes de ar, mas bem arejados. Se for um abrigo que possa ser transportado, melhor, pois se assim não for, o espaço imediatamente à volta torna-se num verdadeiro esterco. O abrigo também deve ser resistente às raposas e aos ratos.

Devo dizer que me identifico com o que John Seymour escreveu no seu livro, sobre patos, mas para além da sua opinião e também do relato das minhas próprias experiências, deixo aqui também a opinião que transcrevo de outro livro neste caso do livro Vida – Um guia de autossuficiência, cujos autores não são totalmente coincidentes com o relato de John Seymour, mas isso também poderá ter a ver com as diferentes localizações geográficas dos autores: Inglaterra e Brasil.

Ilustração de uma instalação de criação de patos
Esta ilustração mostra como se pode instalar uma pequena produção de patos.
O comedouro é bastante original e económico: de um pneu velho
obtêm-se dois comedouros.
Os patos são aves resistentes, rústicas, que adoecem muito pouco. A criação é fácil, e as fêmeas são ótimas chocadeiras e criadeiras. Elas criam bem os filhotes, defendendo-os de animais em geral. A criação pode ser feita em pequenas áreas, em sítios ou fazendas, e mesmo no fundo do quintal. Os patos produzem carne de ótima qualidade, saborosa. Os seus ovos são maiores e mais ricos em proteínas do que os ovos de galinha e encontram grande aceitação no mercado, atingindo preços muito bons. São muito procurados por pessoas com anemia.

Se você pretende criar patos, comece com um macho e quatro fêmeas. Para isso, basta dispor de uma área de dez metros quadrados, com chão de terra batida. Não é necessária nenhuma construção para as aves, somente caixas de madeira com palha de 45 cm de comprimento por 40 cm de largura, para os ninhos. Devem ficar em lugar escondido. Se possível, improvise uma cobertura. Para comedouro, utilize pneus cortados pela metade. E, se puder, coloque num canto do quintal uma caixa de concreto pequena para o banho dos patos.

Existem três variedades de patos: a branca (ave toda branca), a preta (toda preta, com penas brancas nas asas), e cinza ou azulega (colorido branco e cinza ou azulega). Existem, ainda, os patos vermelhos (marrons). No início da criação escolha, de preferência, aves de uma só variedade (cor) caso contrário, a mistura será muito grande, originando aves de colorido muito variado, indefinido.

Crie patos com ração de galinha, misturada com um terço de milho (fica bem mais barato). Além disso pode alimentá-los também, ou somente, com restos de comida, cascas de comida, cascas de batata, pois eles aceitam de tudo. Com relação à alimentação e aos cuidados, é bem mais fácil criar patos do que galinhas.


A POSTURA

Em geral as patas põem de 60 a 100 ovos por ano, dependendo do manejo. Se elas próprias chocam os filhos e os criam, a postura é menor – 45 a 60 ovos. Mas se elas apenas chocam e os filhotes vão para a criadeira, reiniciam a postura pouco tempo depois do choco. A postura é maior na primavera e, nos meses de janeiro a maio, elas praticamente param de botar. Em geral, põem de 15 a 20 ovos, param e chocam até atingirem a postura total. Após 30 dias de incubação, nascem os patinhos. O melhor é colocar várias patas, para chocar no mesmo dia – cerca de 12 a 15 ovos por ave. Depois de nascidos transfira os patinhos para uma ou duas patas. As outras ficam liberadas para reiniciar a postura. Uma opção ainda melhor é colocar todos os patinhos em criadeiras aquecidas por lâmpadas elétricas. Uma caixa de madeira, forrada com uma camada de limalha de madeira e papel, pode resolver o problema. Mas se o criador dispuser de incubadora e criadeira (à venda no mercado), pode usá-las sem problemas.

Depois de nascidos, deixe os patinhos na criadeira por trinta dias. Nos cinco primeiros dias, dê quirera de milho bem fininha. Depois desse período, alimente-os com ração para pintinhos. Forneça água sempre limpa, trocada diariamente. Muito cuidado: improvise bebedouros bem rasinhos, para que os patinhos não se afoguem.

Quando os patinhos completarem 40 dias, leve-os para um local aberto, separados das aves adultas. Troque a alimentação. Dê ração para frangos, misturada com quirera e farinha de milho em partes iguais. Sirva a ração em cochos de madeira e a água em calhas de zinco. Quando as aves atingirem dois meses vacine-as contra Newcastle (existe vacina única para duas doenças). Nesse ponto, separar as fêmeas para postura e os reprodutores. Os que restarem deixe para consumo ou comercialização, vivos ou abatidos. Com essa idade, os patos atingem peso de 2,5 a 3 quilos, depois de limpos.

DOENÇAS

Apesar de raras, eventualmente pode aparecer alguma doença na criação. A mais comum é o “descadeiramento”, provocado pela falta de vitaminas na alimentação e caracterizado pela atrofia das pernas. Para prevenir a doença use uma alimentação
balanceada e rica em vitaminas. Às vezes, os patos têm diarreia, acompanhada de hemorragia intestinal., Alguns criadores do interior costumam usar 100 gramas de borra de café, misturadas com dez litros de água. Apesar de ser um remédio caseiro, sem nenhum fundamento científico, costuma dar bons resultados.

Recomendações para o iniciante na criação de patos: a cada quatro meses, dê às aves vermífugos à base de piperazina, principalmente se eles forem criados soltos, em locais onde haja lagos. Eles se alimentam de lodo dos lagos e ficam em contato permanente com a terra, sujeiras e verminose. Para a criação criada solta, construa um abrigo, mesmo pequeno e rústico, para os patos se protegerem do sol. Descarte as fêmeas após dois anos de idade, pois a postura diminui muito daí em diante. Jamais coloque patos em gaiolas (viveiros) porque eles criam calosidades na sola dos pés.

Além disso, no caso de criações grandes, em áreas maiores, faça várias divisões: para reprodutores, para as aves pequenas até trinta dias e para aves até noventa dias.

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CRIAÇÃO DE GALINHAS


Há alguns anos atrás não havia ninguém que vivesse numa aldeia do campo que não tivesse o seu galinheiro, fosse para criar frangos para carne ou galinhas poedeiras para que houvesse sempre ovos de boa qualidade. Hoje em dia já não é bem assim, pois os modos de vida têm sofrido grandes alterações e, seja porque as pessoas não tenham tempo para perder com essa ocupação, ou porque nos hipermercados encontramos frangos prontos a cozinhar ou mesmo prontos a comer e também ovos a preços que nos fazem pensar se vale a pena o esforço, muita gente desistiu dessa atividade.

Quando idealizei a minha chácara fiz a construção de um galinheiro onde cheguei a ter uma razoável quantidade de galinhas e outras aves como patos, pombos e rolas. Esse galinheiro tinha uma parte coberta com cerca de 12 m2 para abrigo das aves e uma área descoberta, mas toda vedada com rede de arame entrançado nas partes laterais e com rede de vinil, daquela que é usada em rebocos, por cima. Esta área, com a sua vedação integral, permitia que os pombos e as rolas voassem dentro do recinto que tinha aproximadamente 80 m2 e impedia a entrada de aves de rapina ou de outros animais predadores que viessem atacar a criação.