No
dia 4 de Setembro de 2009, dei neste blog a notícia do encerramento do Grupo nº
1 de Escolas da Armada, que ocorreu alguns dias antes, em 31 de Agosto. Num
post curto lamentei o fecho de uma Escola que fez História durante as várias
dezenas de anos em que ali se formaram homens com ensinamentos baseados num espírito
de coragem, lealdade e fraternidade, ensinamentos que lhes iriam ser úteis não
só para servirem a Marinha, mas também para toda a sua vida, fosse como
militar ou civil.
Projetos e engenhos caseiros sustentáveis - construção civil - agricultura - histórias de vida.
Mostrar mensagens com a etiqueta área militar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta área militar. Mostrar todas as mensagens
Instalações militares na Serra da Lousã
Na
Serra da Lousã existem algumas instalações militares que atualmente se
encontram abandonadas. Na subida para o Trevim, o ponto mais alto da serra,
encontra-se uma antiga casa de guarda florestal com alguns anexos que é agora
propriedade militar, o que é atestado pelos sinais de proibição de trânsito à
entrada da propriedade, identificando aquela como uma área militar.
| A entrada para as antigas instalações florestais, agora área militar. |
ACIDENTE AÉREO NA SERRA DE ALVAIÁZERE
O MOVIMENTO NACIONAL FEMININO
![]() |
| Hospital da Marinha. |
No meu percurso militar estive internado, durante algumas semanas, no Hospital Militar de Coimbra e no Hospital da Marinha. Foi neste último que tive contacto com as senhoras do Movimento Nacional Feminino que ali iam visitar os doentes e ofereciam pequenas prendas, como livros e tabaco. Ainda guardo, desse tempo, um livro e um porta-chaves dourado, decorado com uma pequena caravela que elas me ofereceram.
OS HERÓIS DO ULTRAMAR
Culto dos mortos em Portugal
O dia dos fiéis defuntos celebra-se a 2 de Novembro. No entanto, é no dia 1, por ser feriado nacional, que a maioria das pessoas homenageia os seus amigos e familiares desaparecidos.
Segundo Leite de Vasconcelos na noite de Todos os Santos, em Barqueiros, era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”. É também costume deixar um lugar vago à mesa para o morto ou deixar a mesa cheia de iguarias toda a noite da consoada para as "alminhas".
Nesta noite ninguém cuide
Encontrar-se à mesa a sós!
Porque os nossos q'ridos mortos
Vão sentar-se junto a nós.
(Leite de Vasconcelos - linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português 1858-1941)
Fonte: Wikipédia
OS ECOS DA BATALHA
O Hotel Palácio do Buçaco
Quando, há cerca de vinte anos atrás, entrei pela primeira vez na Mata do Buçaco, vindo da parte mais alta da serra e deparei com o Palácio, ali no meio do arvoredo, pensei que estava a viver um sonho. Não conhecia o local e nada fazia prever que depois de muitos quilómetros a pedalar por entre pinheiros e rochas, ia entrar repentinamente num ambiente de autêntico conto de fadas. Desde miúdo que ouvia falar muito no Buçaco, principalmente por causa da Batalha e também pela sua beleza, mas não imaginava nem esperava encontrar ali tamanho monumento.
RECRIAÇÃO DA BATALHA DO BUÇACO
![]() |
| Monumento evocativo da batalha do Buçaco |
O meu blogue tem sido pretexto para efectuar algumas viagens ao passado. Normalmente são recordações sobre momentos da minha vida que eu acho que merecem ser lembrados e por isso são viagens que normalmente não ultrapassam o espaço temporal de cinco décadas. Mas uma vez por outra lá faço uma viagem mais longa e hoje viajei no tempo 200 anos, tendo ido até ao ano de 1810, onde fui assistir ao vivo à Batalha do Buçaco.
A recriação desta célebre batalha, realizou-se às Portas de Sula, no local exacto onde, no dia 27 de Setembro de 1810, se defrontaram as tropas de Massena e o exército anglo-luso, comandado pelo general Arthur Wellesley. Esta recriação foi realizada por cerca de 200 participantes, oriundos de associações napoleónicas de vários países. Tratou-se de uma reprodução a preceito, com uniformes e armamento da época, que procurou dar a conhecer, tão fielmente quanto possível, as batalhas e os combates que se realizaram.
O HOSPITAL MILITAR DE COIMBRA
![]() |
| O Hospital Militar Regional nº 2 |
O serviço militar é uma fase da vida que, como qualquer outra, tem os seus bons e maus momentos. Qualquer cidadão que tenha cumprido ou esteja a cumprir essa missão sabe isso perfeitamente. No meu caso estive na tropa apenas durante quatro anos, mesmo assim um tempo superior à média do tempo de serviço militar obrigatório, isto nos anos 70, num período que teve pelo meio a revolução de Abril.
O ACIDENTE AÉREO NA SERRA DO CARVALHO
Este artigo foi atualizado em 08/07/2017
HINO DA FORÇA AÉREA
Força Aérea Portugal!
Juventude audaz, valente
Nobre povo sem igual
Rumo firme sempre em frente!
Quer de noite, quer de dia
Sulcando o céu profundo
Com rasgos de galhardia
Os rumos que tem o Mundo!
Força Aérea! Força Aérea!
Sobre a terra, sobre o mar
Alma lusa, vida etérea
Subindo supremo altar
Vigilante e imortal!
Alerta homens do ar!
Alerta, alerta, voar!
Garantindo Portugal!
No dia 1 de Julho de 2017 comemorou-se o 65º aniversário da Força Aérea Portuguesa, que nesse dia do ano de 1952, foi constituída como ramo independente das Forças Armadas.
Esse dia, 1 de Julho, está também, infelizmente, ligado a uma das páginas mais negras da história da Força Aérea, pois foi na data em que se comemorava o seu 3º aniversário, 1 de Julho de 1955, que ocorreu o mais trágico e lamentável acidente da sua história, ocorrido na Serra do Carvalho - Vila Nova de Poiares, que vitimou oito pilotos, sendo considerado um dos maiores do género, a nível mundial, atendendo ao número de aviões envolvidos.
![]() |
| Um F-84 Thunderjet da FAP. (Foto Wikipédia) |
Naquele dia fatídico, doze aviões F-84 Thunderjet, comandados pelo capitão Rangel de Lima, dirigiam-se em formação para a Base Aérea da Ota, para participar nas comemorações do 3º aniversário da FAP, quando pelas 10 horas da manhã o desastre aconteceu.
Segundo o Diário “as beiras online” de 4 de Julho de 2005 e de acordo com Aniceto Ferreira de Carvalho, que na altura do acidente tinha 20 anos e era mecânico da FAP, “os aviões eram doze ao todo e iam a voar em formação. Iam quatro à frente, quatro atrás mas mais baixo, por causa do remoinho (movimento do vento), e outro quatro ainda mais baixo. Nesse dia estava nevoeiro e só os primeiros quatro, nos quais se incluía o capitão Rangel de Lima passaram a serra; os restantes oito embateram no terreno, tendo os seus pilotos tido morte imediata”.
![]() |
| Monumento de homenagem aos pilotos falecidos. Os seus nomes estão gravados na base. |
![]() |
| Capelinha erigida no local. |
Perpetuando a memória dos pilotos falecidos, foi erguido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, um monumento no local do acidente, assinalando um acontecimento que deixou a Força Aérea, as famílias dos pilotos e todo o país envolto num manto de luto.
Para reforçar o simbolismo do local a autarquia construiu ainda uma capela em honra de Nossa Senhora do Ar e, na passagem dos cinquenta anos sobre o desastre, em 2005, foi inaugurado um monumento numa rotunda da vila, feito em parceria com a Força Aérea Portuguesa, para assinalar, marcar e manter viva a memória histórica do acidente ocorrido naquela serra.
Pensado por um arquitecto das FAP, o monumento a que se deu o nome de “Voo dos Anjos”, é constituído por oito colunas (numa alusão directa aos oito aviões que se despenharam vitimando os respectivos pilotos), encimadas por um vidro azul céu e alguns pares de asas, uns abertos e outros fechados, a fazerem referência ao levantar e aterrar dos aviões.
![]() |
| "O Voo dos Anjos", monumento construído para assinalar o 50º aniversário do acidente. Foi colocado numa rotunda à entrada de Vila Nova de Poiares. |
Mais alto sobe a Cruz de Cristo
Por vós elevada até ao céu
Vós sois o sol rasgando as trevas
Vós sois asas a brilhar nos céus!
Este acidente aconteceu a cerca de três dezenas de quilómetros da zona onde vivo e, apesar de ainda não ter nascido quando ele ocorreu, lembro-me, quando era criança, de ouvir os adultos falar sobre este acontecimento que pôs em estado de choque as populações da zona.
Todos os anos, no mês de Julho, a Força Aérea faz uma homenagem aos seus pilotos que pereceram neste acidente, realizando uma missa campal junto à capelinha e ao monumento erigidos na Serra do Carvalho. Também são depositadas coroas de flores na base do monumento e, nessa altura, o local é sobrevoado por aviões da F.A.P.
Fontes consultadas:
O CAMPO DE TIRO NA SERRA DA CARREGUEIRA
![]() |
| A pose do "guerreiro". Ao fundo um grupo faz o seu "piquenique" de rações de combate. |
O programa da Instrução Militar Básica na Escola de Alunos Marinheiros incluía algumas saídas ao exterior; uma visita à Escola de Limitação de Avarias no Alfeite, para assistir a uma demonstração de ataque a incêndios, outra a um navio de guerra, com uma possível saída para o mar e uma terceira para instrução de tiro. A nossa visita a um navio, infelizmente, não teve a tal saída para o mar, com grande pena minha, mas em compensação ela incidiu sobre o mais carismático navio da nossa Marinha, o nosso belo navio escola Sagres que se encontrava fundeado na Base Naval de Lisboa. Não me recordo de qualquer pormenor dessa visita, lembro-me apenas de lá ter estado por um curto período de tempo, talvez até tenha sido no mesmo dia da visita à Escola de Limitação de Avarias, mas não tenho a certeza.
Para a instrução de tiro deslocámo-nos à unidade militar dos comandos na Serra da Carregueira. Essa saída ficou mais viva na minha memória e passou-se mais ou menos do seguinte modo:
Subscrever:
Mensagens (Atom)










