No século passado existiram em Coimbra algumas pontes de madeira que serviam para a travessia de peões entre as duas margens do rio Mondego. Apesar de serem construções rudimentares tinham a sua importância, numa época em que ainda se faziam deslocações a pé para o trabalho, para ir a feiras, ou por outros motivos. Eram pontes que permitiam encurtar distâncias, numa altura em que o automóvel ainda não estava ao alcance de muitos.
As pontes de madeira que atravessavam o rio Mondego, na zona de Coimbra, fazem parte do imaginário da cidade e de um rio que no verão deixava parte do areal a descoberto. Esse carácter estival do rio, que contrastava com fúrias súbitas no inverno, originou a alcunha de “Basófias” e inspirou a criação de poemas, como esta quadra de António Nobre.



