O próximo dia 1 de Setembro, nove anos depois do seu encerramento, vai ser o dia da despedida das míticas Escolas da Marinha situadas em Vila
Franca de Xira. Quem por ali passou sabe bem o que essas Escolas significaram
na sua aprendizagem e em toda a sua vida futura e por isso o sentimento geral é
de mágoa pelo seu encerramento que ocorreu já lá vai quase uma década.
Projetos e engenhos caseiros sustentáveis - construção civil - agricultura - histórias de vida.
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Vila Franca de Xira - o dia da despedida
HISTÓRIA DE UMA CASA DE TRONCOS
| A casa de troncos de Richard Proennek. |
No artigo deste blogue, construir uma casa de troncos, encontra-se a foto de uma casa, ou cabana de troncos, que tem, por detrás, uma história fascinante. Trata-se da casa de Richard Louis "Dick" Proennek. Este homem foi um amador naturalista que viveu sozinho durante quase trinta anos nas montanhas do Alasca, naquela casa de madeira que ele próprio construiu, perto da costa de Twin Lakes. Eis um pouco da história dessa casa e do homem que a construiu:
PORTEFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGEM EM LIVRO
Sempre
considerei o meu Portefólio Reflexivo de Aprendizagem como um livro. Por causa
dessa ideia tive, no início da sua elaboração, um pequeno problema que quase me
fez desistir do processo de reconhecimento de competências, porque entendia que
essas competências deveriam ser demonstradas, maioritariamente, através dos conhecimentos
adquiridos ao longo da vida e não tanto através de pesquisas na Internet sobre
assuntos que, por vezes, pouco tinham a ver com o percurso profissional e
pessoal de cada um, embora reconheça que a pesquisa sobre muitos dos assuntos
que faziam parte do Referencial de Competências-Chave foi uma experiência
muito enriquecedora.
FALAR EM PÚBLICO
No
Dossier Pessoal do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de
Competências, referente ao 3º ciclo, no Capítulo III “As minhas competências –
As competências que já utilizei “, existia a alínea “Falei em público”, onde
era exigido que os adultos escrevessem sobre as suas experiências nesse campo
(falar em público). Das 44 competências que constavam desse capítulo essa foi,
talvez, aquela sobre a qual tive maiores dificuldades em escrever porque, de
facto, as minhas competências nesse campo eram praticamente nulas… falar em
público?! … Só de pensar nisso ficava aterrorizado.
Perante
a insistência dos formadores, que achavam que eu com um percurso profissional
longo, tinha que ter alguma vez utilizado essa competência, era só uma questão
de procurar nos arquivos da memória, lá me decidi, embora pouco convencido, a
passar para o papel algumas frases sobre as minhas experiências de falar em
público. Escrevi o seguinte:
OS "IGNORANTES" DAS NOVAS OPORTUNIDADES
Estava a acabar de publicar
o artigo anterior, quando me surgiu a ideia de tentar escrever um pouco sobre a
ignorância.
Isto aconteceu porque o
fundador da empresa metalúrgica do Tramagal tinha sido considerado pelos seus
conterrâneos como um jovem de “fraca inteligência”. Esse preconceito veio a
revelar-se ser inteiramente errado, bastando tomar conhecimento de um breve
resumo da sua história de vida para se perceber isso de imediato.
Apesar desse exemplo ser já
de um passado um pouco distante, existem percursos de vida mais recentes, ou
mesmo atuais, parecidos com aquele. Pessoas que sem estudos ou apenas com a
instrução primária, subiram a pulso na vida, aprenderam profissões de relevo e
até, também, construíram empresas sólidas que deram trabalho a muita gente que
dele necessitava.
CONCURSOS PARA INGRESSO NA FUNÇÃO PÚBLICA - breves histórias
A Administração Pública sempre foi muito procurada para a
obtenção de emprego. Foi criado o mito de que quem trabalhasse para o Estado,
sem excepções, auferiria de bons ordenados e regalias sem fim, para além de
estabilidade no emprego. De todas estas benesses só a última e que tem algum fundo
de verdade, mas até essa parece ter acabado.
Lembro-me de, no ano de 1976, após a minha saída do serviço
militar, numa altura em que era tão ou mais difícil do que actualmente arranjar
trabalho, ter concorrido para alguns serviços da Função Pública e ter até
conseguido arranjar um lugar nos serviços de Higiene da Câmara Municipal de Coimbra,
devido a um erro de interpretação da minha ficha de inscrição, pois no local
destinado à profissão escrevera operário da construção civil e os serviços
interpretaram isso como pedreiro.
Rescisões por mútuo acordo - história de uma
Rescisões de contratos de trabalho por mútuo acordo ou rescisões amigáveis, são situações em que as empresas procuram resolver os seus problemas, muitas vezes criados pela sua própria gestão e que propõem essas rescisões sempre com prejuízo dos trabalhadores e, por vezes, com recurso à pressão psicológica.
Durante o meu percurso profissional vivi uma dessas situações, numa empresa que tinha sido fundada para se dedicar à construção de blocos de apartamentos para habitação. Quando fui admitido nessa empresa, ela tinha dado, recentemente, início à construção de um prédio de quatro andares e dezasseis apartamentos, que era o primeiro de uma série de oito prédios previstos para uma urbanização localizada em Miranda do Corvo.
CONSTRUÇÃO DE FUNDAÇÕES PARA BALANÇA RODOVIÁRIA
Durante o meu percurso profissional realizei vários trabalhos na área da construção civil, mas há um que de algum modo me marcou, não porque tenha sido uma obra que mereça especial referência por qualquer motivo, mas porque, no fundo, se tratou de uma aventura, pois naquela altura eu ainda não era um profissional do ramo, a empresa para quem efectuei aquele trabalho, não era uma empresa de construção civil e eu não tinha sido contratado para aquele tipo de funções, mas sim para colaborar na área de vendas e até, curiosamente, constava nos mapas da empresa como tendo a profissão de condutor de empilhadores. De qualquer modo aceitei fazer aquele trabalho, que era de alguma complexidade, pois tratava-se de construir as fundações e os apoios em betão para uma balança embutida de pesagem de camiões de peso bruto até 60 toneladas.
IV CERIMÓNIA DE ENTREGA DE DIPLOMAS DO CNO DA LOUSÃ
A Utilização Profissional de Equipamentos e Sistemas Técnicos
Ao longo do meu percurso profissional, que iniciei com apenas dez anos, utilizei muitos e variados equipamentos profissionais, dado que o meu trabalho tem sido efectuado em diversas áreas, algumas bastante diferentes entre si, mas em todas tive necessidade de operar com máquinas e equipamentos, o que me tem proporcionado aprendizagens interessantes e diversificadas neste campo.
Nos trabalhos para o RVCC, do núcleo equipamentos e Sistemas Técnicos, em contexto profissional (DR2), era exigido aos adultos que, entre outras coisas, fizessem a descrição detalhada do funcionamento de um equipamento profissional com o qual tivessem operado.
PROFISSÃO: CABOUQUEIRO
A minha saída do serviço militar aconteceu numa altura em que era muito difícil arranjar trabalho, mas mesmo assim não era uma tarefa tão complicada como agora, porque se houvesse vontade de trabalhar sempre se conseguia algo. Decorria o ano de 1976 e os efeitos da revolução de Abril começavam a fazer-se sentir no que dizia respeito a melhoramentos no modo de vida das populações, com a efectivação de obras públicas como o abastecimento de água e saneamento básico. Depois de várias tentativas falhadas para conseguir emprego na área de escritórios, que tinha sido a minha ocupação imediatamente anterior ao meu ingresso na Armada Portuguesa e um pouco já em desespero de causa, pois via o tempo a passar sem conseguir uma colocação, resolvi, uma bela manhã, dirigir-me a um empreiteiro que se encontrava a construir a rede de saneamento e a proceder também à colocação de novas tubagens de água para abastecimento público, na minha terra, para tentar conseguir trabalho naquela área, apesar de ser uma actividade muito diferente daquela a que me tinha habituado nos últimos anos, não só na vida civil, mas também no serviço militar.
ATRIBUIÇÃO DE CRÉDITOS NO PROCESSO RVCC NS
Esta semana foram noticiadas nos órgãos de comunicação social, medidas que visam a participação no Programa Novas Oportunidades, de pessoas abrangidas pelo Subsídio de Desemprego e Rendimento Social de Inserção. Para já, numa primeira análise, parece-me uma ideia positiva, mas a ameaça da perda dos subsídios para quem se recusar a essa participação parece bastante pesada e ditatorial, criando dúvidas sobre a sua legalidade e pode provocar sentimentos de imposição, que são contrários a uma participação proveitosa nesse Programa. Esta, ao contrário de outras medidas que têm sido tomadas em relação aos cidadãos que estão nestas condições, pode representar para estes uma oportunidade, senão para conseguir um emprego, pois isso será sempre difícil, pelo menos para obter mais conhecimentos. Os cursos EFA têm a finalidade de obter uma certificação e aprofundar conhecimentos em determinadas áreas, mas o RVCC-Escolar e é desse que eu normalmente falo pois foi aquele que frequentei, vai além do reconhecimento de competências e proporciona também a aquisição de novos conhecimentos, desde que as pessoas estejam interessadas em aprender e, neste caso, não sintam isso como uma imposição, sendo que a recordações da história de vida, as experiências positivas do passado, poderão ser geradoras de entusiasmo e também o motor de propulsão para novos desafios de aprendizagens, com relevo para as novas tecnologias de informação e comunicação.
PRECONCEITOS E ESTEREÓTIPOS
O Referencial de Competências-Chave de nível secundário, na área de Cidadania e Profissionalidade – Unidade de Competência 3 – Reflexividade e Pensamento Crítico, tem como Tema “Questionar e desconstruir preconceitos próprios e estereótipos sociais”. Perante estes “palavrões” que são, aliás, uma constante do Referencial em quase todos os Domínios de Referência, não admira que os alunos, ou os adultos como são designados todos aqueles que enveredam pelo caminho do reconhecimento, validação e certificação de competências, sintam inicialmente o Processo como um autêntico quebra cabeças e, provavelmente, feito a pensar em mentes sobredotadas e não para simples mortais que aprenderam na vivência pratica do dia-a-dia, ou como se costuma dizer na “Escola da Vida”, muito mais do que aquilo que é possível ser ensinado através de mera teoria em qualquer outra escola.
A EVOLUÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
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| Os marcos do correio. Apesar do aparecimento de novas tecnologias de difusão de informação, o serviço de correio normal ainda é indispensável. |
O homem sempre teve necessidade de comunicar. No início da humanidade a comunicação entre as pessoas era feita por sons através dos quais se começaram a designar objectos e que se foram desenvolvendo de modo a exprimir ideias e assim terá nascido a linguagem ou expressão através de palavras. No ano de 3500 AC, o povo Sumério que habitava a região da Mesopotâmia, inventou a escrita. Esta forma de comunicar, a escrita, tem sido ao longo dos séculos, talvez a mais poderosa e eficaz tecnologia de comunicação, que chegou até aos nossos dias e que perdurará enquanto houver vida humana na Terra. Seja para comunicar directamente através de mensagens escritas em papel, ou através de meios em que a mensagem escrita é propagada universalmente, como é o caso destas modestas linhas que estou a escrever e que poderão ser lidas por milhares de pessoas em todo o mundo. (peço desculpa pelo exagero) Neste caso, a Internet, transforma-se num importante meio de comunicação de massa, mas, no fundo, é apenas o veículo de transmissão da mensagem ou o canal, que utiliza a velhinha escrita para a comunicação entre pessoas.
RVCC - NÚCLEO GERADOR: SAÚDE
A saúde é o bem mais precioso que qualquer pessoa pode ambicionar. Existem doenças que têm destroçado a vida de muitas pessoas e famílias, que levando uma vida normal e despreocupada, se vêm de um momento para o outro a braços com problemas sanitários graves, independentemente de se tratar ou não de pessoas com actuação preventiva nos cuidados com a sua saúde. Em Portugal a esperança média de vida segundo dados do Eurostat de 2006 é de 75,5 anos para os homens e 82,3 anos para as mulheres. Há doze anos atrás era de 71,6 para os homens e 79 para as mulheres. Por estes números se pode verificar que tem havido um aumento significativo nessa média, que ainda se pode realçar se recuarmos mais no tempo, indo buscar, por exemplo, os dados do INE de 1974, em que a esperança de vida, aqui calculada pela média entre homens e mulheres era de 68,6 anos.
VIVER EM AUTO-SUFICIÊNCIA
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| John Seymour, 1914-2004 |
John Seymour, escritor, agricultor e ambientalista, nasceu em Londres em 1914. Ele foi um acérrimo defensor da teoria da auto-suficiência e acreditava que era possível pôr em prática essa teoria, ou seja: era possível ao ser humano, contando apenas consigo e com a natureza, atingir a auto-suficiência, ou pelo menos alcançá-la em grande parte.
A Evolução dos Equipamentos e Sistemas Técnicos
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| Motoman, o robot cozinheiro. |
O ANTES E O DEPOIS DE 25 DE ABRIL DE 1974
Nasci em 1955, o que equivale a dizer que vivi 19 anos no regime ditatorial do Estado Novo, tempo mais do que suficiente para sentir os efeitos da opressão e do despotismo exorbitante que era exercido pelos órgãos do poder e pelas classes sociais mais favorecidas, sobre os mais pobres e desprotegidos. A injustiça social começava logo pela impossibilidade dos jovens oriundos de famílias pobres poderem estudar para além da 4ª classe, pois não existiam apoios para que isso pudesse acontecer. Assim apenas alguns, nem sempre os mais inteligentes, podiam aspirar a frequentar um curso superior, sendo cerceada essa hipótese a outros, com boas aptidões, apenas porque não tinham tido a sorte de terem sido postos no mundo por progenitores ricos.
SABERES FUNDAMENTAIS - O Elemento
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| O átomo |
Hoje, vou falar mais um pouco sobre o processo RVCC – nível secundário. O meu artigo anterior com o título, Portefólio Reflexivo de Aprendizagem, tem sido uma óptima porta de entrada no blogue, estando já no segundo lugar das páginas mais visitadas, o que quer dizer que o tema da certificação e validação de competências continua na ordem do dia, com muita gente à procura de informação sobre o assunto, facto a que eu não podia ficar indiferente, uma vez que, como qualquer blogueiro que se preze, desejo ter o máximo de leitores possível, pois de outro modo não fazia qualquer sentido manter um blogue, apesar de no meu caso escrever apenas por gosto. Lembro-me muito bem que quando eu próprio me encontrava a elaborar o Portefólio, fazia pesquisas intensas na Internet procurando ajuda e informações para tentar descodificar os diversos temas do Referencial de Competências-Chave. Chegou agora a altura de eu, apesar dos meus modestos conhecimentos, tentar de algum modo contribuir um pouco para aumentar a oferta de pesquisas e assim poder ajudar alguém.
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