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GONDRAMAZ, ALDEIA DE XISTO

O cimo da aldeia.
Num artigo anterior deste blog, com o título “Aldeias abandonadas na serra da Lousã”, escrevi sobre o Cadaval, uma pequena aldeia situada na vertente oeste de uma das muitas montanhas da serra. Para essa aldeia, cujas casas se encontram na sua maioria completamente arruinadas, existem projetos de recuperação que se forem concretizados poderão fazer renascer a aldeia, trazendo vida aquela zona da serra, tal como acontece não muito longe dali, a apenas pouco mais de um quilómetro de distância, na aldeia do Gondramaz, povoação que sendo vizinha do Cadaval e pertencendo ao mesmo concelho, a configuração do relevo montanhoso do local faz com que se encontrem bastante afastadas fisicamente, pois o Gondramaz situa-se numa encosta voltada para o lado oposto e de onde se avista uma linha de cumeada de outra montanha onde se alinham várias torres eólicas, que fazem parte do primeiro parque que foi instalado na serra: o parque eólico de Vila Nova.

ALDEIAS ABANDONADAS NA SERRA DA LOUSÃ

Cadaval Cimeiro.
Na vertente oeste de uma das muitas montanhas da serra da Lousã, dentro do perímetro geográfico do concelho de Miranda do Corvo, há uma aldeia abandonada, ou melhor duas, uma vez que a cerca de um quilómetro de distância da primeira que se avista, se encontra uma outra aldeia, bem mais pequena. Estas duas antigas povoações têm o mesmo nome: Cadaval, atribuindo-se lhes para as distinguir os “apelidos” de Cimeiro e Fundeiro, uma vez que se situam na encosta a cotas de altitude diferentes, o que não é caso raro e também acontece com muitas outras aldeias situadas em zonas serranas. 

Instalações militares na Serra da Lousã

Na Serra da Lousã existem algumas instalações militares que atualmente se encontram abandonadas. Na subida para o Trevim, o ponto mais alto da serra, encontra-se uma antiga casa de guarda florestal com alguns anexos que é agora propriedade militar, o que é atestado pelos sinais de proibição de trânsito à entrada da propriedade, identificando aquela como uma área militar.


A entrada para as antigas instalações florestais, agora área militar.

LICOR BEIRÃO E PUBLICIDADE

Painel publicitário em plena serra da Lousã, nos anos 60.

Nos anos cinquenta, quando as tecnologias de comunicação, comparativamente aos dias de hoje, ainda eram bastante rudimentares (as emissões regulares de televisão apenas chegariam em 1957) os meios existentes para publicitar um qualquer produto eram também menos eficazes em termos de abrangência de público-alvo. Os painéis publicitários ao ar livre, hoje designados por outdoors, eram nessa altura um recurso muito utilizado e também eficaz, embora esse método tivesse o inconveniente de ser necessário espalhar os painéis publicitários pelo maior número de locais possível para que fossem vistos por potenciais interessados nos artigos publicitados.

OS ÚLTIMOS VEADOS

As cegonhas são aves silvestres que, não se sentindo ameaçadas pois são uma raça protegida, fazem os seus ninhos, calmamente, sem se importarem com a presença humana.    

OS NEVEIROS DO COENTRAL

É nesta montanha que se situam os poços de neve do Coentral.
A História de um país não se faz só com conquistas, descobrimentos e grandes feitos militares, mas também com a coragem e espírito de sacrifício de todo um povo na luta do dia-a-dia, pela sobrevivência, em condições de extrema dureza.

NEVE NA SERRA DA LOUSÃ

O branco da Serra da Estrela, visto da Serra da Lousã. À frente os Penedos de Góis.
Nos últimos anos tem nevado com alguma frequência na Serra da Lousã. Este ano, ainda estamos no Outono, mas as zonas der maior altitude já se cobriram com um manto branco, o que acrescenta ainda mais beleza às suas paisagens.

ENERGIA EÓLICA NA SERRA DA LOUSÃ

A serra é assim, agora.
A Serra da Lousã está transformada num imenso parque eólico. O início deste século tem sido marcado por uma grande expansão desta forma de produção de energia no nosso país, sendo as zonas mais elevadas os locais preferidos para a instalação dos aerogeradores, devido à maior incidência de ventos. Desde que em 2001 entraram em funcionamento os Parques Eólicos de Malhadas e Cadafaz, no concelho de Góis, estes modernos moinhos de vento têm-se multiplicado nos pontos mais altos das montanhas da serra da Lousã, estendendo-se como gigantes por todas as linhas de cumeada da serra. Um realizador de cinema destemido teria aqui um belo cenário para um filme baseado no romance de Miguel de Cervantes, adaptado para um D. Quixote dos tempos modernos.

EDIFÍCIOS HISTÓRICOS, EM DECADÊNCIA, NA SERRA DA LOUSÃ

A "Catraia da Ti Joaquina"

Na Serra da Lousã existem edifícios com História que se encontram num estado de grande abandono, alguns em tamanho estado de degradação que causa bastante mágoa, pois, certamente, mereciam melhor sorte. São edifícios isolados que, apesar de não conhecer totalmente a sua história, sei que num passado não muito longínquo tiveram a sua importância.

UMA AVENTURA NA NEVE

O título desta postagem pode sugerir um livro da nossa ministra da educação; por acaso não sei se ela tem alguma obra com este nome, mas para o caso de não ter, deixo-lhe aqui a sugestão para que escreva um livro com este título, que me parece bastante apelativo; o problema é que agora, com as funções que executa, não creio que tenha tempo para escrever, o que é pena.

Mas esta “aventura na neve” foi bem real, eu fui eu o seu protagonista e devo dizer que foi uma aventura um bocado “pesada” para a minha idade. Afinal já não tenho vinte anos…

Hoje, domingo, saí de casa pela manhã, para o meu habitual passeio de bicicleta. O tempo estava frio e a ameaçar chuva pelo que tinha intenção de andar poucos quilómetros e, sendo assim, não me preparei para um trajecto mais longo. Tinha-me afastado de casa cerca de um quilómetro, quando começou a cair alguma chuva misturada com flocos de neve, o que me fez deduzir que a uma altitude mais elevada provavelmente iria nevar a sério. Resolvi então dirigir-me para a serra, para apreciar o espectáculo que são as paisagens serranas cobertas de neve.

A minha intenção era ir pelo menos até ao Gondramaz, uma aldeia serrana que faz parte da rede de aldeias de xisto e fica a cerca de seis quilómetros de Miranda do Corvo; porém, quando iniciei a subida em direcção à Chapinha, estive tentado a voltar para trás, tal era a força do vento acompanhado agora por precipitação de neve já bastante abundante. Sabia que conforme fosse subindo o vento seria cada vez mais forte, no entanto como, naquele momento, soprava no sentido da subida era de algum modo um auxílio pelo que resolvi continuar.

"O PRESÉPIO"

Sou um apaixonado por serras. Gosto de respirar o ar puro das grandes altitudes, admirar as paisagens e “escutar” o silêncio das montanhas. É por isso que o meu desporto favorito, o ciclismo, é muitas vezes praticado nestes locais. Por isso me dirijo muitas vezes para as montanhas da Serra da Lousã que, além da sua beleza, possui óptimos locais para a prática de ciclismo de montanha, um desporto que tem crescido muito nos últimos anos e esta serra é por isso agora muito procurada por praticantes dessa modalidade.

O PARQUE EÓLICO DE VILA NOVA

A utilização do vento para a produção de energia para consumo próprio, ainda não está muito difundida no nosso país, embora já existam muitas casas particulares equipadas com pequenos aparelhos para esse fim e também com painéis solares fotovoltaicos. É evidente que para este tipo de produção de electricidade é necessária tecnologia bastante complexa, sendo por isso muito difícil consegui-lo apenas com conhecimentos muito básicos do assunto, como é o meu caso, o que justifica de algum modo o insucesso do meu aerogerador de construção caseira, devido principalmente à minha ignorância sobre a parte eléctrica, pois no que diz respeito à mecânica, as coisas não correram muito mal, achando até que foi bem conseguida.
Ainda no campo das energias renováveis, construí também um sistema solar térmico, para aquecimento de água, utilizando também materiais que recuperei de sucatas, este sim com bastante sucesso, de que irei também falar neste blogue. Mas hoje vou continuar na energia eólica e falar deste assunto numa perspectiva mais industrial. Vou falar de um grande parque eólico, que visito amiúde, pois situa-se no concelho onde vivo, num local de rara beleza, onde se respira o ar puro das montanhas e onde o único ruído é agora o das enormes pás dos aerogeradores rasgando o vento.