Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens

Trabalhos escolares sobre o 25 de Abril

Recentemente fui procurado por um grupo de estudantes do ensino básico para falar um pouco sobre a revolução dos cravos. Estes estudantes estão a fazer um trabalho sobre esse tema e esse facto veio recordar-me que não tarda nada está aí mais um aniversário, o 39º, desse dia histórico.

Naturalmente, nesta altura, uma vez que estamos a menos de dois meses dessa data, muitos estudantes estarão a fazer trabalhos escolares sobre o 25 de Abril, para a disciplina de História. Não sei se alguns desses estudantes chegarão até ao blog e lerão este post, mas mesmo assim deixo aqui os links para alguns artigos que escrevi sobre o 25 de Abril. Alguns desses artigos são relatos feitos na primeira pessoa sobre o modo como vi e vivi os acontecimentos da época. Todos os estudantes poderão utilizar esses artigos livremente como matéria de pesquisa e estudo, se entenderem que esses documentos têm valor para isso.




Recordações de Abril

O grupo de jovens que organizou a comemoração, cantando o Hino Nacional.
Realizou-se no passado dia 29 de Abril, no auditório da Escola José Falcão em Miranda do Corvo, o evento comemorativo dos 37 anos da Revolução de Abril, organizado por uma turma do 12º ano. Estiveram presentes, como convidados especiais o General Augusto Monteiro Valente, capitão de Abril, e Odete Santos, uma conhecida combatente anti-fascista.

Sonhos de Abril

Esta manhã, quando entrei para o carro para me dirigir ao trabalho, liguei o rádio, como normalmente faço pelas 8h00, esperando ouvir, como de costume, as mais diversas noticias sobre a crise, os cortes nos salários, assaltos e outras coisas deprimentes, mas tive uma enorme surpresa…

Após o sinal horário, contrariamente ao costume, aquela estação transmitia apenas música, e que música!!!... Nada mais, nada menos do que a velhinha Grândola, Vila Morena, pela voz do saudoso Zeca. Inicialmente pensei que se trataria de um programa especial dedicado à revolução de Abril, quando de repente um jornalista interrompeu a canção e depois de saudar os ouvintes, lançou a “bomba”:

Estranho Abril

Após trinta e sete anos volvidos desde esse dia fantástico que foi o 25 de Abril de 1974, em que a esperança renasceu, depois da longa noite do fascismo, daquela madrugada em que os nossos gloriosos militares invadiram o Terreiro do Paço, eis-nos outra vez mergulhados na escuridão, na incerteza, com a nossa mítica praça a ser de novo invadida, não pelos nossos soldados que nos trouxeram a esperança de dias melhores, mas por estrangeiros, que nos vêm ditar ordens, impor medidas de austeridade, provocadas por décadas de incompetência e desvario daqueles em quem o povo tem confiado o seu destino, levado por promessas que quase nunca foram cumpridas.

Desse Abril longínquo, hoje já só resta a nostalgia. A esperança num futuro melhor que todos ambicionavam, com a introdução de leis e medidas justas, desapareceu completamente e deu lugar ao medo, à desconfiança, ao desespero…

O VERÃO QUENTE DE 1975

Emblema dos S.U.V.
Portugal viveu momentos bastante conturbados durante o período do PREC (Processo Revolucionário em Curso). Este período que normalmente é considerado no espaço temporal de Abril de 1974 a Abril de 1976 teve o seu auge no chamado “verão quente de 1975”. Nessa altura reinava alguma indisciplina no seio das Forças Armadas que era visível em vários aspectos, como na apresentação pessoal de alguns militares, sobretudo no corte de cabelo, pois era frequente encontrarem-se militares, em especial marinheiros, com o cabelo muito comprido e eu próprio cheguei a usá-lo a cobrir completamente as orelhas o que era impensável nos tempos anteriores à revolução. O facto de se usar o cabelo comprido, não é em si um motivo de indisciplina, tudo depende dos regulamentos e eu sempre fui um militar disciplinado, o que existia era, talvez, alguma permissividade ou falta de rigor por parte das autoridades militares, devido ao período excepcional que o país atravessava.

O ANTES E O DEPOIS DE 25 DE ABRIL DE 1974


Nasci em 1955, o que equivale a dizer que vivi 19 anos no regime ditatorial do Estado Novo, tempo mais do que suficiente para sentir os efeitos da opressão e do despotismo exorbitante que era exercido pelos órgãos do poder e pelas classes sociais mais favorecidas, sobre os mais pobres e desprotegidos. A injustiça social começava logo pela impossibilidade dos jovens oriundos de famílias pobres poderem estudar para além da 4ª classe, pois não existiam apoios para que isso pudesse acontecer. Assim apenas alguns, nem sempre os mais inteligentes, podiam aspirar a frequentar um curso superior, sendo cerceada essa hipótese a outros, com boas aptidões, apenas porque não tinham tido a sorte de terem sido postos no mundo por progenitores ricos.

O 1º DE MAIO DE 1974

O que se passou em Lisboa no 1º. De Maio de 1974, o primeiro dia do trabalhador festejado em liberdade, depois de 48 anos de um regime opressivo, é impossível de descrever apenas com palavras. Só quem lá esteve e participou nas grandiosas manifestações de alegria de centenas de milhares de pessoas, unidas pela mesma bandeira e pelo amor à pátria, pode ter na sua mente as fabulosas imagens desse dia. Foi um autêntico espectáculo de magia, luz e cor. Ali não existiam partidos, as palavras de ordem eram as mesmas para toda a gente: “o povo unido jamais será vencido”, era o slogan que saía das gargantas sedentas de paz e liberdade daquela imensa multidão.
Os militares eram os heróis desse dia. Milhares de cravos vermelhos eram oferecidos aos soldados e marinheiros, que participavam na festa de mãos dadas com o povo. Era uma fantástica mistura de cores, com muitos milhares de bandeiras vermelhas e verdes em agitação frenética, e as boinas brancas dos marinheiros ondulando naquele mar de gente. Foi, de facto, um dia memorável que jamais esquecerei.

25 de ABRIL DE 1974 - VIAGEM AO PASSADO


Homenagem do "Meio Século" aos militares de Abril

Naquela madrugada de Abril,
Os soldados saíram à rua.
Eram comandados por um capitão valente,
E seus ideais eram nobres.
Isso ninguém desmente.

O nome desse capitão era Fernando,
Maia o apelido,
Esse homem já nos deixou,
Mas jamais será esquecido!