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NOVAS PONTES EM COIMBRA

Ponte restaurada para passagem de peões


Uma das mais antigas pontes de Coimbra foi restaurada para ser utilizada por peões. Esta ponte que estava desativada há vários anos livrou-se definitivamente da passagem de veículos automóveis e vai ficar ao serviço exclusivo de peões e ciclistas. Após a tragédia de Entre-os-Rios, em que ruiu uma ponte semelhante à da Portela do Mondego e que causou a morte a várias dezenas de pessoas, esta estrutura passou a ser olhada com desconfiança e terá sido isso que acelerou a construção de uma nova ponte na zona, se bem que essa obra fosse imprescindível a curto prazo, dado que já se estava a tornar obsoleta para o imenso tráfego que a cruzava e que não tinha outra alternativa por perto. O cruzamento de veículos na ponte era um martírio, especialmente quando havia cruzamento de veículos ligeiros com pesados, (não dava para fazer cruzamento entre dois véiculos pesados) dada a estreiteza do seu tabuleiro, onde também tinham de circular peões.

OBRAS NAS PONTES DA PORTELA DO MONDEGO



As duas pontes rodoviárias da Portela do Mondego, na estrada nacional 17, encontram-se em obras. Por esse motivo o trânsito na zona processa-se com alguma dificuldade, sobretudo nas horas de maior tráfego. A estrada nacional 17, ou estrada da Beira como também é conhecida, é uma via muito antiga que tem mantido ou até aumentado a sua importância no contexto regional onde está inserida. Não existem grandes alternativas para a entrada em Coimbra dos automobilistas que, dos concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Poiares, Góis e muitos, muitos outros se dirigem diariamente para a sua cidade.


Pontes na Portela do Mondego. Para além das duas pontes rodoviárias que
estão em obras, há ali uma terceira ponte, esta ferroviária, que também foi
recuperada e está à espera que os comboios voltam a passar sobre ela.

IC3/A13 - UMA NOVA ESTRADA

A autoestrada na zona de Almalaguês. Ao longe avistam-se os pilares
 de um viaduto em construção, no lanço que se dirige para Coimbra.
Já se encontra aberto ao trânsito o troço da A13, entre Penela e Condeixa, na extensão de 23 quilómetros. Esta estrada que resulta da conversão do novo IC3, no âmbito da subconcessão do Pinhal Interior que irá ligar Tomar a Coimbra, deverá estar concluída no 1º trimestre de 2013.

AS PONTES DO NOVO IC 3/A 13

Neste local está a iniciar-se a construção de uma ponte cujo tabuleiro irá ficar a cerca de 200 metros do fundo do vale.
Fica na zona de Ceira e sob ela passa o rio com o mesmo nome e também a Estrada Nacional 17 (Estrada da Beira).

O PODER DO CIMENTO


Esta foi a primeira ponte construída em cimento armado. O seu autor foi Joseph Monier.
O guarda-corpo foi feito a imitar troncos e ramificações de árvores.
Fonte: http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/monier/monier_parte1.pdf

HOMENS & MÁQUINAS

Junto às estradas nacionais encontram-se, por vezes, máquinas que são autênticas relíquias, algumas de um passado mais distante, outras nem tanto, mas todas certamente com uma história interessante que nunca será conhecida, pois agora, passados que foram os anos da sua existência ativa, se encontram paradas, porque foram entretanto substituídas por outras mais modernas tecnologicamente e, mesmo estando estacionadas em locais onde podem ser apreciadas por quem gosta deste tipo de antiguidades, elas não falam, como é evidente, mas também não ostentem nenhuma descrição que faça luz sobre a sua história.

Recentemente passei junto a algumas antigas máquinas da construção de estradas e não resisti a fotografá-las, porque as aprecio, talvez porque também um dia fui trabalhador nessas mesmas estradas.

ESTRADAS EM CONSTRUÇÃO


Esta estrada é subconcessionada pela
 Ascendi e na sua construção estão
 envolvidas empresas gigantes,
como a Mota-Engil.

A ESTRADA NACIONAL 342

A variante Miranda Lousã em construção, numa zona onde
foi necessário fazer a elevação da via com aterros.
A falência de empresas de construção quando se encontram a efectuar obras públicas tem originado grandes atrasos na finalização das mesmas, pois os trabalhos só são retomados após um grande período de tempo, devido à necessidade de abertura de novos concursos e de outras burocracias, que podem demorar vários anos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a construção da Linha da Lousã, quando em 1897 foi declarada a falência da Companhia construtora, o que levou a uma paragem de vários anos e, mais recentemente, a construção da variante a Miranda do Corvo e Lousã da E.N. 342, que esteve parada durante cerca de dez anos devido à falência da empresa que se encontrava a efectuar os trabalhos. Essa empresa, a Lusovias, era tida como uma das grandes empresas de construção de estradas do país, pelo que causou alguma surpresa esse insucesso.