Uma
das mais antigas pontes de Coimbra foi restaurada para ser utilizada por peões.
Esta ponte que estava desativada há vários anos livrou-se definitivamente da
passagem de veículos automóveis e vai ficar ao serviço exclusivo de peões e
ciclistas. Após a tragédia de Entre-os-Rios, em que ruiu uma ponte semelhante à
da Portela do Mondego e que causou a morte a várias dezenas de pessoas, esta
estrutura passou a ser olhada com desconfiança e terá sido isso que acelerou a construção
de uma nova ponte na zona, se bem que essa obra fosse imprescindível a curto
prazo, dado que já se estava a tornar obsoleta para o imenso tráfego que a
cruzava e que não tinha outra alternativa por perto. O cruzamento de veículos
na ponte era um martírio, especialmente quando havia cruzamento de veículos
ligeiros com pesados, (não dava para fazer cruzamento entre dois véiculos
pesados) dada a estreiteza do seu tabuleiro, onde também tinham de circular
peões.
Projetos e engenhos caseiros sustentáveis - construção civil - agricultura - histórias de vida.
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OBRAS NAS PONTES DA PORTELA DO MONDEGO
As
duas pontes rodoviárias da Portela do Mondego, na estrada nacional 17,
encontram-se em obras. Por esse motivo o trânsito na zona processa-se com
alguma dificuldade, sobretudo nas horas de maior tráfego. A estrada nacional 17, ou estrada da Beira como também é conhecida, é uma via muito antiga que tem
mantido ou até aumentado a sua importância no contexto regional onde está
inserida. Não existem grandes alternativas para a entrada em Coimbra dos
automobilistas que, dos concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Poiares, Góis e
muitos, muitos outros se dirigem diariamente para a sua cidade.
IC3/A13 - UMA NOVA ESTRADA
| A autoestrada na zona de Almalaguês. Ao longe avistam-se os pilares de um viaduto em construção, no lanço que se dirige para Coimbra. |
AS PONTES DO NOVO IC 3/A 13
O PODER DO CIMENTO
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| Esta foi a primeira ponte construída em cimento armado. O seu autor foi Joseph Monier. O guarda-corpo foi feito a imitar troncos e ramificações de árvores. Fonte: http://aquarius.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/monier/monier_parte1.pdf |
HOMENS & MÁQUINAS
Junto
às estradas nacionais encontram-se, por vezes, máquinas que são autênticas
relíquias, algumas de um passado mais distante, outras nem tanto, mas todas
certamente com uma história interessante que nunca será conhecida, pois agora,
passados que foram os anos da sua existência ativa, se encontram paradas,
porque foram entretanto substituídas por outras mais modernas tecnologicamente
e, mesmo estando estacionadas em locais onde podem ser apreciadas por quem
gosta deste tipo de antiguidades, elas não falam, como é evidente, mas também
não ostentem nenhuma descrição que faça luz sobre a sua história.
Recentemente
passei junto a algumas antigas máquinas da construção de estradas e não resisti
a fotografá-las, porque as aprecio, talvez porque também um dia fui trabalhador
nessas mesmas estradas.
ESTRADAS EM CONSTRUÇÃO
A ESTRADA NACIONAL 342
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| A variante Miranda Lousã em construção, numa zona onde foi necessário fazer a elevação da via com aterros. |
A falência de empresas de construção quando se encontram a efectuar obras públicas tem originado grandes atrasos na finalização das mesmas, pois os trabalhos só são retomados após um grande período de tempo, devido à necessidade de abertura de novos concursos e de outras burocracias, que podem demorar vários anos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a construção da Linha da Lousã, quando em 1897 foi declarada a falência da Companhia construtora, o que levou a uma paragem de vários anos e, mais recentemente, a construção da variante a Miranda do Corvo e Lousã da E.N. 342, que esteve parada durante cerca de dez anos devido à falência da empresa que se encontrava a efectuar os trabalhos. Essa empresa, a Lusovias, era tida como uma das grandes empresas de construção de estradas do país, pelo que causou alguma surpresa esse insucesso.
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