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Carro a pedal com frente oscilante


Este carrinho foi feito com peças de bicicletas velhas e madeira também reutilizada. Tem alguns pormenores originais e muito interessantes como pode ser comprovado no vídeo. Brevemente darei neste blog e também no meu canal todos os pormenores da construção.

Este projeto foi muito trabalhoso devido a alguns erros de cálculo cometidos durante o trabalho, mas o resultado final é bastante animador e estou a ponderar a possibilidade de lhe aplicar um pequeno motor. Espero que gostem deste projeto!

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João Persiana é um barco que o autor do blog construiu para navegar em lagos ou pequenos rios. Na sua construção foram reaproveitadas madeiras em desuso e também persianas de pvc encontradas em aterros ou lixeiras. O barco foi batizado com o nome "João Persiana" devido aos materiais utilizados e também para fazer um trocadilho com "João Pestana", uma personagem da mitologia infantil que significa "o sono a chegar"...   Quero ler o artigo




O autor do blog teve uma fase da vida em que a construção naval em miniatura o apaixonou. Construiu sete miniaturas de navios utilizando madeiras de móveis velhos. Não se trata de miniaturas fiéis de navios que existiram, mas são peças decorativas muito bonitas e, apesar de terem levado muito tempo e dado imenso trabalho a elaborar, o autor admite que foi um tempo bem empregue, sendo que a recompensa pelo trabalho realizado, é a satisfação e o orgulho pela obras feitas...   Quero ler o artigo




Esta turbina eólica de eixo vertical, que pode girar independentemente da direção do vento, foi a primeira que foi construída na tentativa de bombear água do poço para o depósito que já foi mencionado nesta página de resumos. Esta turbina chegou a funcionar e a elevar água como é mostrado no vídeo que se encontra neste post, mas o autor não ficou satisfeito com o seu rendimento em presença de ventos fracos e iniciou a construção de um catavento de eixo horizontal, bem mais complicado de elaborar...   Quero ler o artigo

Construção de uma picota para elevação de água



O shadoof ou shaduf é uma ferramenta usada na irrigação desde cerca de há 3000 anos aC na Mesopotâmia, há cerca de 2000 anos aC no antigo Egipto e mais tarde (1600 anos aC) na China e em muitos outros países, incluindo Portugal.
  

BICIMÁQUINAS - A revolução do pedal


Há 20 anos, uma grande ideia nasceu na cidade de San Andrés Itzapa, Guatemala: construir dispositivos baseados em bicicletas que facilitam o trabalho e a vida em comunidades onde não há eletricidade ou combustível. Carlos Marroquín é o inventor criativo das chamadas bicimáquinas. As suas criações, sem patente e código aberto, chegam ao México, Tanzânia, Índia e EUA. Após 15 anos de trabalho, ele abriu a primeira Escola de Tecnologias Apropriadas chamada Bici-Tec. O sonho de Carlos é fundar uma escola internacional que incorpore o conhecimento tradicional dos maias.

As pessoas que vivem em áreas urbanas estão acostumadas à luz elétrica, sem a qual o seu dia-a-dia seria muito difícil. A eletricidade é necessária para iluminar a noite, preparar comida e realizar muitas outras tarefas. No entanto, em algumas regiões, a energia elétrica é um luxo. Atividades diárias como debulhar milho, fazer a moagem de grãos, preparar café ou lavar roupas se torna tedioso e requere muito tempo. Além disso, muitas dessas tarefas são realizadas por mulheres à mão ou com a ajuda de ferramentas rudimentares.

BOMBA DE CORDA - Um engenho de sucesso

Hoje vou voltar a falar da minha bomba de corda. Já falei bastante sobre ela mas não tanto que não possa ou não deva voltar ao assunto. É que este é um dos meus projetos ou engenhocas caseiras que obteve sucesso. E tanto assim é que, recentemente, lhe introduzi mais algumas melhorias, o que não teria feito se este engenho não fosse como é, de facto, um dos meus melhores projetos em termos de resultados práticos.

Torre ou mastro da bomba.
Construído com tubos cheios
com argamassa de cimento
e ferro. Foi reforçado na base.
Fiz na bomba quatro alterações. Uma delas e talvez a mais importante foi a colocação de um novo mastro ou torre feito em tubos de fibrocimento e pvc, que foram concretados com ferro e cimento para substituição do anterior mastro que era feito de um tronco de eucalipto. Não que esse eucalipto já estivesse podre ou coisa que o valha, antes pelo contrário, mas achei por bem construir um mastro mais direito e também mais durável, uma vez que a base do eucalipto em contato com a humidade iria inevitavelmente acabar por apodrecer.

Outra alteração e que comprova também o sucesso deste engenho foi a colocação da roldana submersa mais junto ao fundo do poço, de modo a que a água seja quase toda elevada pela corda evitando ter que tirar água com um balde para esvaziar totalmente o poço quando quero fazer a limpeza do mesmo. Anteriormente, a roldana estava cerca de 30 cm acima do fundo e por isso ficava ainda muita água no poço que não era puxada pela bomba. Claro que se a bomba não desse resultado não me teria preocupado com estes pormenores.

Fiz também uma pequena melhoria no esticador da corda, uma coisa muito simples mas de grande importância, que foi a colocação de uns pesos na ponta do esticador oposta à sua roldana, de modo a que a corda se mantenha sempre esticada. Isto é muito importante porque as cordas, pelo menos durante as primeiras utilizações, tendem a alargar e, como é evidente, se a corda não estiver esticada o sistema não funciona nas devidas condições.

A terceira e última alteração foi a colocação de uma nova corda, desta vez uma corda de nylon para substituir a anterior que era de fibra de algodão. As cordas de nylon parecem-me mais resistentes para este tipo de utilização e são também mais baratas e, possivelmente, mais duráveis. Um pormenor a ter em conta é que a corda para além de ser o elemento mais importante do engenho é também o seu ponto mais fraco e isso é bem patente na minha bomba de corda devido ao seu funcionamento intensivo, pois não me limito a puxar um balde de água de vez em quando, mas a puxar, durante o verão, cerca de 20.000 litros de água. Isso origina naturalmente o desgaste das cordas, tendo que substituí-las pelo menos uma vez por ano, mas mesmo assim, compensa muito ter uma bomba destas.

COMO FAZER UM MOINHO DE TRITURAR CEREAIS, BARATO E ECOLÓGICO


A máquina, inicialmente, funcionava à manivela.
Todos os anos faço uma pequena sementeira de milho para alimentação das minhas galinhas. Agora já não se vêem, como se viam antigamente, as terras ocupadas com esse cereal quando quase ninguém dispensava um forno para cozer a broa, cultivava o seu próprio milho e o mandava moer num dos muitos moinhos de vento ou de água que existiam, às centenas, nas zonas rurais.

Nas aldeias, no final do verão, realizavam-se as célebres descamisadas, onde a vizinhança se juntava nos pátios ou nas eiras, à noite, à luz do candeeiro a descamisar as espigas, numa grande festa. Todos os agricultores entremeavam algum milho vermelho, também chamado de milho rei, na sementeira, precisamente para que quando ao descamisar fossem aparecendo algumas dessas espigas. Quem as encontrava tinha que dar um abraço a todas as pessoas presentes e nessa altura era uma grande algazarra.

Alterações na bomba de corda para aumentar o rendimento e teste: 100 litros/min.

As torres das minhas bombas de corda, ou sejam as colunas mais altas onde giram as roldanas principais, são troncos de eucalipto que foram colocados no local ainda em verde. Acontece que o eucalipto torce muito durante a secagem e foi por isso assim que um belo dia, durante este inverno, fui tentar acionar as bombas para encher o depósito e qual não foi o meu espanto quando constatei que nenhuma delas rodava. Achei estranho uma vez que na sua última utilização, há uns meses atrás, elas estavam a funcionar perfeitamente.

Não demorei muito a verificar qual era o problema: os paus de eucalipto tinham torcido de tal modo que as roldanas estavam atravessadas, tinham dado quase meia volta e isso impedia o seu funcionamento. Depois de meditar um pouco sobre a melhor maneira de resolver o problema, decidi, na bomba eólica, cortar cerca de 10 cm ao eucalipto e enfiar no topo do mesmo um pedaço de tubo de PVC, de diâmetro ligeiramente superior ao do pau. Em 10 cm desse tubo que tem cerca de 30 cm de comprimento, coloquei cimento, deixando já chumbado o eixo onde iria trabalhar a roldana.

CONSTRUÇÃO DE UMA BOMBA DE CORDA MANUAL/EÓLICA

Só depois de ter publicado no blogue alguns artigos sobre instrumentos de elevação de água antigos tomei conhecimento de uma bomba de fabrico mais ou menos artesanal e que é muito popular na América, em África e também na Ásia. Na Europa, e sobretudo em Portugal, penso que não é muito utilizada ou sequer conhecida; eu pelo menos nunca tinha ouvido falar desse instrumento, até que um dia o encontrei durante as minhas pesquisas na Internet e fiquei fascinado pela sua aparente eficiência e facilidade de construção, tendo eu próprio resolvido iniciar uma nova aventura lançando-me na construção de uma dessas bombas…

Debulha de milho manual


Às vezes tenho alguma dificuldade em arranjar um título para os artigos que escrevo que, sem confusões, indique aos leitores do que trata o conteúdo. Não foi o caso deste post que inspirou imensos possíveis títulos que poderiam dar uma ideia muito aproximada do assunto tratado. Poderia dar-lhe um título que transparecesse alguma ironia, como por exemplo: as voltas que o milho dá antes de ir para o papo das galinhas”; ou a evolução dos sistemas de debulha de milho de um pobre agricultor”; ou: “matar o corpo para dar de comer às galinhas”. Também poderia dar-lhe títulos mais sérios como: “debulhar milho com facilidade, triturá-lo e receber ovos em troca”, ou “exercite os músculos, debulhando e triturando o seu milho” ou ainda: “seja ecológico, semeie o seu milho, debulhe-o e triture-o, de forma manual”, mas acho que todos estes títulos eram muito compridos e, como os títulos não convém que sejam longos, resolvi optar por um simples e curto: “debulha de milho manual”.

Antigos instrumentos de elevação de água

Os instrumentos de elevação de água que vou mostrar neste post, apesar de serem na sua maioria de origem muito antiga, são quase todos do meu conhecimento pessoal, tendo operado ou pelos menos visto em funcionamento a maior parte deles. São instrumentos que funcionavam através da força humana ou animal, à exceção da bomba eólica, da roda de água e da bomba solar, sendo esta última a de origem mais recente. De resto, estes instrumentos que começam no cabaço e terminam na bomba solar, passando por sistemas que apesar de manuais demonstram na sua composição um respeitável trabalho de engenharia mecânica, refletem a evolução havida nestes sistemas, evolução que é comum, afinal, a todos os instrumentos de trabalho e a tudo o que nos rodeia.

CARREGADOR DE BATERIAS A PEDAL


Carregador de baterias, com a utilização de uma bicicleta
de ginástica e um alternador de automóvel
Os meus artigos, Gerador Eólico Caseiro e Gerador Eólico com Alternador de Automóvel, são as páginas mais visitadas deste blogue. Em relação ao segundo artigo cheguei à conclusão de que fui bastante negativista em relação ao que escrevi porque, entretanto, fiz novas experiências com a minha maquineta que construí para carregar baterias utilizando uma bicicleta estática.

É que o tipo de bateria que se pretende carregar tem muita influência no esforço exigido para o seu carregamento, para além de que se essa bateria estiver com muito pouca carga é necessário também maior esforço para o carregamento. Agora utilizei uma bateria mais pequena e considero que o esforço para pedalar não é exagerado.

O arranque do alternador é um pouco mais difícil e é por isso que para ser feito através do vento, com uma pequena turbina eólica como a que eu construí, só com umas grandes pás, ou então com ventos fortes. Tenho recebido algumas sugestões que passam pela modificação do alternador (de notar que os alternadores que apliquei no gerador eólico e na bicicleta são iguais) e também a utilização de outro tipo de geradores, mas ainda não me decidi por nenhuma dessas alternativas, pois estou bastante céptico em relação a um possível sucesso do aparelho, pois ficaria sempre dependente do vento, que nem sempre é constante nem sopra com força suficiente.

Em relação à maquineta a pedal, creio que me vai ser bastante útil, apesar de não gostar muito de estar a pedalar parado, mas nos dias frios e chuvosos de inverno pode ser uma boa alternativa para manter a forma. Segue-se um pequeno vídeo demonstrativo do seu funcionamento.


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Este é mais um dos projetos em que o autor do blog arrisca dizer que não existe igual no mundo, ou pelo menos não existia antes da elaboração deste projeto. Também é uma máquina que sofreu algumas modificações depois da conclusão do projeto inicial, mas a verdade é que funciona muito bem, sendo possível regular o grau de trituração e, em pouco tempo e sem grande esforço, triturar um balde de milho ou de outros cereais, como favas...   Quero ler o artigo

Quase todos os engenhos caseiros que construímos foram elaborados um pouco ao sabor do acaso, porque não existia qualquer tipo de projeto ou plano escrito. A construção de uma bomba de corda que, em principio, era para ser mista, ou seja para funcionar à mão ou tocada pelo vento, foi apenas o início de uma grande aventura. Nenhum outro projeto do autor sofreu tantas alterações e deu tanto trabalho como este, para não falar de algumas desilusões. No entanto o projeto acabou por ser concluído, mas as bombas tiveram de ficar a funcionar em separado, tendo sido construídas duas bombas...   Quero ler o artigo