OS CELEIROS MAIS FOTOGRAFADOS DA AMÉRICA

Mormon Row é uma linha de propriedades rurais ao longo da Estrada Jackson-Moran, perto do canto sudeste do Parque Nacional Grand Teton, no vale chamado Jackson Hole.

Mormon Row, com as montanhas Teton ao fundo.
Mormon Row, com as montanhas Teton ao fundo.

Na primeira década do século 20, os colonos mórmons estabeleceram uma comunidade agrícola na área Antelope Flats de Jackson Hole, que ficou conhecida como Mormon Row,  Trata-se de uma linha de fazendas que se estende ao longo da antiga estrada Jackson-Moran, construídas  no decorrer do século XX por fazendeiros como Andy Chambers, Thomas Alma Moulton e seu irmão John Moulton. Estes fazendeiros eram “homesteaders”, homens que se caracterizavam por um estilo de vida de autossuficiência. Esse estilo designado por “Homesteading”  remonta ao ano de 1862, quando foi criada pelo presidente Abraham Lincoln a Lei da Propiedade Rural (Homestead Act) e é caraterizada pela agricultura de subsistência, produção caseira de produtos alimentares e que pode envolver também a produção em pequena escala de têxteis, roupas e artesanato, para uso doméstico ou venda.

Mormon Row foi uma comunidade agrícola de sucesso, onde os homesteaders praticaram uma agricultura diversificada, trabalhando juntos em projetos comunitários de irrigação e outros. Eles estabeleceram a cidade de Grovont com uma estação de correios, igreja e escola e eram totalmente autossuficientes. Criavam os seus animais domésticos, confecionavam as suas próprias roupas de vestir, faziam as roupas de cama e produziam sabão e produtos enlatados.

Eram colonizadores robustos que se adaptaram em pouco tempo à vida no vale, mas  a seca de 1919, o colapso do mercado do gado, após a primeira guerra mundial e a queda do mercado de 1919, tornaram muito difícil o sustento das famílias.

O Distrito Histórico da Mórmon Row contém os dois celeiros que são vistos em muitas fotos do Park Nacional de Grand Teton. O que tem o telhado mais inclinado é o celeiro de Thomas Alma Moulton, e aquele com o telhado mais "arredondado" é o celeiro John Moulton. Eles estão próximo um do outro e fazem a delícia dos fotógrafos que todos os dias ali chegam na mira de uma boa foto.

Celeiro de Thomas Moulton em Mormon Row
Celeiro de Thomas Moulton.

Celeiro do John Moulton em Mormon Row
Celeiro do John Moulton

Esta é uma imagem frequente em Mormon Row
Os celeiros são bastante parecidos e não parecem ser edifícios com uma arquitetura tão espetacular  para merecerem tanta atenção e disparos dos caçadores de imagens, mas a explicação para tal talvez esteja na, essa sim, espetacularidade das elevações dos montes Teton. Os primeiros viajantes franceses chamaram a essas montanhas “les trois tétons” (os três mamilos), perante as formas distintas de mama dos seus picos, essas elevações que ficam quase sempre em fundo nas fotos.

Mas, na zona de Mormon Row, para além dos celeiros dos irmãos Moulton existem outros edifícios que merecem figurar numa boa fotografia, como é o caso da casa cor-de-rosa de paredes em estuque, construída  por John Moulton para substituir a sua rudimentar cabana de madeira. Parece ser uma cor um pouco improvável para se pintar uma casa no velho oeste, mas por detrás disso há uma história também…

A casa cor de rosa de John Moulton em Mormon Row
A casa cor de rosa de John Moulton.

John Moulton chegou pela primeira vez a Jackson Hole com seu irmão, Thomas Alma, em 1907. Eles solicitaram reivindicações de terrenos adjacentes e começaram a trabalhar para limpar 80 hectares de terra, construir uma cabana, celeiros e cercas, tendo em 1916 John conseguido a legalização dos seus terrenos. Este homesteader era bem conhecido no vale devido aos seus negócios de lácteos, mas ele é recordado em grande parte, devido à casa cor-de-rosa, que construiu na linha de propriedades mórmon. Muitos reconhecem essa casa rosa, mas poucos conhecem a história por detrás da tonalidade incomum escolhida para o exterior. Quando Bartha, a esposa de John esteve hospitalizada, John queria fazer algo especial para comemorar o seu regresso a casa. Ele queria pintar a casa como uma prenda para a sua esposa, mas devido a uma pequena confusão, escolheu a cor rosa salmão. Quando Bartha chegou a casa, não apreciou a cor, mas adorou o sentimento que envolvia a pintura da casa, que nunca esqueceu.

Fontes consultadas:




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