Construção de uma roda de água para produzir energia ou embelezamento


Materiais que utilizei na construção desta roda de água:

Uma chapa zincada com 2,00x1,00 mts.
Dois aros de bicicleta
36 parafusos de 4 mm
2 barras de roscadas de 1,00 mtx6mm
Dois rolamentos
Duas braçadeiras de metal
Um tubo com 1,00x50mm
Cola

Para fazer esta roda de água comprei uma chapa zincada de 2,00x,1,00 mts. Depois, no sentido do comprimento cortei uma tira com 20 cm que se destinava ao fundo do canal. De seguida com a ajuda de um compasso improvisado marquei dois círculos na chapa e recortei, obtendo duas rodas, as quais depois recortei interiormente, obtendo assim as partes laterais da roda.


No meu armazém de sucatas tenho várias rodas de bicicleta já em desuso e assim foi preciso apenas pegar em duas e retirar-lhes os raios. Depois colei os aros aos círculos de chapa, após o que coloquei em cada roda três raios feitos de barra roscada de 6mm. Esses raios ou barras de ferro foram aparafusados aos aros e também a um pedaço de tubo que iria assumir o papel de cubo central da roda de água. Feito isto coloquei no interior do tubo um pedaço de ferro roscado de 16mm que iria servir de eixo da roda. Depois enchi com cimento o interior do tubo ficando o eixo e também as pontas dos raios embutidos no cimento, o que originou a que o cubo ficasse muito forte e seguro.



O trabalho seguinte foi fazer uma sapata de concreto onde ficaram cravados os tubos que iriam servir de suporte ao eixo da roda. No cimo desses tubos coloquei abraçadeiras de metal que se destinavam a segurar os rolamentos. Esses rolamentos foram extraídos do tambor de uma máquina de lavar roupa que encontrei na sucata, como foram também da sucata os tubos que são de alumínio, mas poderiam perfeitamente ser de ferro ou pvc. A ideia desta sapata é de a roda poder ser mudada de local sempre que se quiser sem ter que andar a fazer alterações, ou novo suporte para ela poder trabalhar.


A seguir, utilizando os restos sobrantes da chapa metálica, recortei pedaços para fazer as pás, pás que iriam formar vários compartimentos na roda. Dobrei as bordas dos pedaços de chapa de modo a fazer a sua aplicação no canal da roda, utilizando cola. Fiz dezoito pás o que corresponde a metade dos furos já existentes nos aros de bicicleta, pois as pás iriam ser aplicadas com parafusos ao fundo da roda e também com cola e só com cola nas laterais. Assim sendo iria levar pás em “furo sim, furo não”.



Depois, já com a roda colocada no suporte, apliquei o fundo, a tal tira de 20 cm que recortara antes. Comecei por prender a ponta da tira com dois parafusos aos aros e depois enrolei a chapa nos aros. Na emenda da tira ou fundo do canal empreguei um pouco de cola e comecei a colocar as pás ou divisões no canal. As pás foram, como já disse, aparafusadas, ficando cada parafuso a penetrar nas pás, na chapa do fundo e também nos aros. As pás ficaram inclinadas de modo a que a água entre nos compartimentos e faça descer a roda, esvaziando a água antes de começar a subir, fazendo assim a roda girar ininterruptamente.

No final e apesar de os compartimentos do canal já estarem praticamente estanques revesti as ligações das pás ao fundo e partes laterais da roda com massa vedante, chamada vulgarmente de “cola e veda”.


No final apliquei ao eixo uma polia de máquina de lavar roupa e, a um tubo vertical no qual colocara previamente um parafuso, apliquei um motor de radiador de carro. Este motor gera bastante energia, mas precisa de rotações elevadas e não é o mais indicado para usar nesta maquineta, mas eu não tenho nenhum outro gerador e a sua utilização será apenas para fazer um primeiro teste, mais para experimentar a força da roda do que para ver que energia produz.


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