FALAR EM PÚBLICO


No Dossier Pessoal do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, referente ao 3º ciclo, no Capítulo III “As minhas competências – As competências que já utilizei “, existia a alínea “Falei em público”, onde era exigido que os adultos escrevessem sobre as suas experiências nesse campo (falar em público). Das 44 competências que constavam desse capítulo essa foi, talvez, aquela sobre a qual tive maiores dificuldades em escrever porque, de facto, as minhas competências nesse campo eram praticamente nulas… falar em público?! … Só de pensar nisso ficava aterrorizado.

Perante a insistência dos formadores, que achavam que eu com um percurso profissional longo, tinha que ter alguma vez utilizado essa competência, era só uma questão de procurar nos arquivos da memória, lá me decidi, embora pouco convencido, a passar para o papel algumas frases sobre as minhas experiências de falar em público. Escrevi o seguinte:

No meu percurso social, aquando da realização de alguns festejos, com os quais tenho colaborado, algumas vezes me dirigi ao público para falar sobre assuntos relacionados com o que se faz ou pretende fazer. Em algumas ações de formação em que tenho participado também tenho sido chamado a falar, perante os outros formandos, sobre assuntos relacionados com a matéria dessas ações. De resto, devo confessar, falar em público não é das coisas que mais goste ou saiba fazer.

Foi pouco, mas a verdade é que eu não tinha, até então, qualquer experiência sobre falar em público, tendo mesmo um medo atroz de o fazer, no entanto, aos poucos, fui perdendo esse medo, muito graças a uma formação sobre comunicação e relações interpessoais em que participei e na qual fui chamado a falar sobre o tema perante os outros formandos. Comecei a sentir-me à vontade e cheguei até a falar voluntariamente, fazendo a apresentação de um pequeno trabalho, em forma de brincadeira, falando sobre os formandos e os formadores.

Na sequência disso fui, pouco tempo depois, convidado a falar num Encontro de diversos agentes educativos, organizado pela Escola onde trabalhava e onde ainda trabalho atualmente. O Encontro que versava a temática das “Disciplinas/Indisciplinas”, decorreu no Cine-teatro da Lousã e a meu cargo ficou uma pequena intervenção em que foi proposto falar, resumidamente, sobre as competências adquiridas na ação de formação que frequentara e de que já falei no blogue: “Comunicação e Relações Interpessoais”.

Comecei a minha intervenção saudando o público presente, dizendo algumas palavras de improviso, embora o essencial dessa intervenção fosse através da leitura do que tinha escrito anteriormente sobre o assunto e que imprimira em acetatos, tendo feito a sua projeção numa tela.

Apesar do nervosismo inicial creio que me correu tudo muito bem, apenas me engasguei um pouco ao principio, mas depois eu próprio fiquei surpreendido com o meu arrojo e desempenho, tendo no final ainda apresentado uma surpresa que tinha de antemão preparada e que, por não estar prevista, acho que causou algum espanto na plateia e até, inclusivamente, algum receio por parte dos organizadores, sobre o que dali poderia surgir. Tratou-se apenas de dar um pequeno toque de sensibilidade ao trabalho dos auxiliares de educação, fazendo a leitura de um texto em forma de poema que, mesmo não fazendo parte dos assuntos ali tratados, agradou muito aos presentes, agrado que ficou bem visível perante o grande aplauso de todos.

Os restantes oradores daquele Encontro, excetuando um colega que falou sobre uma outra ação de formação, eram pessoas que, para além da sua elevada formação, estavam habituadas a falar em público e a plateia estava composta na maioria por professores, mas isso não foi motivo para inibição da minha parte e eu, que muitas vezes sou considerado como de personalidade introvertida, dei ali um grande passo na melhoria da autoestima e no afastamento de alguns “fantasmas”.

Depois disto já fui convidado para uma outra intervenção em público, esta numa festa de homenagem a professores aposentados que também me correu muito bem.

Não pretendo com este artigo, nem com nenhum dos que escrevo, estar a auto-elogiar-me, não se trata de nada disso, pretendo sim dizer que, apesar do medo que falar em público pode provocar em algumas pessoas mais inibidas ou introvertidas, essa é uma tarefa que qualquer pessoa consegue realizar desde que prepare previamente a sua intervenção, afaste o medo ou o receio de cair no ridículo, isso não existe, e mesmo que se possa atrapalhar um pouco no início, não se deve alarmar nem enervar, pois irá fazer um grande discurso, seguramente.

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Comentários

  1. Querido amigo, pois merece ser elogiado!
    Muito difícil para muitos de nós falar em público e, sair se bem é algo a se comemorar!
    Parabéns! :)

    beijinho da Cintia

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    1. Olá querida amiga. Acho que não é motivo para elogios, mas já que a Cintia pensa que sim, fico muito feliz e motivado para grandes discursos no futuro (esta dos grandes discursos é a brincar, claro).

      Um beijinho também para si. É sempre um prazer e uma honra receber os seus comentários.

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