MONUMENTOS DE PODENTES


Pelourinho de Podentes.
Quem atravessa a pequena vila de Podentes na direção de Alfafar, encontra logo a seguir à igreja um pequeno largo que ostenta um pelourinho. Este pelourinho é descrito da seguinte forma no livro “Penela, História e Arte”:

É um dos mais curiosos da região. Um fuste de mármore eleva-se sobre uma base nova constituída por quatro degraus. O capitel é de forma cúbica e mostra nas faces a Cruz de Cristo, a esfera armilar e outros dois escudos já gastos, um dos quais, esquartelado, dos Sousas de Arronches.

É uma obra manuelina, sendo o fuste de mármore, devendo ter sido reaproveitado de qualquer edifício antigo em ruínas, de origem romana. É o maior fuste de um só bloco, datável desta época, até agora encontrado em Portugal.

Podentes é uma povoação muito antiga, ainda que se lhe conheçam poucas referências documentais. Em 1397, a sua posse foi outorgada à família dos Sousas, por D. João I. Ao que parece, não recebeu foral anterior ao século XVI, quando terá sido agraciada com foral manuelino. O pelourinho foi, seguramente, erigido na sequência deste foral.

O Decreto-Lei nº 23122, de 11de Outubro de 1933, classificou como imóveis de interesse público todos os pelourinhos que o não tivessem sido anteriormente e, no distrito de Coimbra, foram classificados 25 entre os quais o de Podentes e também o pelourinho de Penela e o de Miranda do Corvo.

Um pelourinho estava diretamente associado à existência de um Foral. Era erguido na praça principal da vila ou cidade quando o Foral era concedido e simbolizava o poder e autoridade municipais.

O concelho de Penela, primitivamente, não abrangia a norte Podentes. Em Novembro de 1222 Podentes já era concelho, mas ignora-se desde quando e quais as suas características. Uma referência a “cavaleiros de Podentes”, aparecida em 1232 e 1233 fáz, só por si, pensar que os templários tiveram mansão nesse lugar. Talvez mesmo o nome de Podentes (de “Potentes”) se relacione com tal circunstância.

O concelho parece que estava extinto em 1354 -1361, altura em que Podentes surge como sendo do termo de Coimbra. Teve novo foral em 17 de Fevereiro de 1514 e acabou por ser extinto em 1836, tendo as suas terras sido incorporadas no concelho de Penela.

Cruzeiro datado de 1940.
Para além do Pelourinho, Podentes tem também um cruzeiro noutro largo da vila, que foi edificado em 1940, por altura do III centenário da restauração da independência.

Um pouco mais afastado, mais precisamente na aldeia de Lagoa de Podentes, encontra-se ainda um outro monumento, que talvez se encontre um pouco esquecido, mas que há doze anos atrás, por altura da passagem do milénio, foi notícia nos órgãos de comunicação social, principalmente da televisão que na altura deu bastante destaque à implementação deste monumento talvez devido à sua originalidade.

Monumento na Lagoa de Podentes, em homenagem a todos
os habitantes da aldeia na passagem do milénio.
Este monumento representa uma vela acesa e ostenta os nomes de todos os habitantes da aldeia na data de 1 de Janeiro de 2000.

Na Lagoa de Podentes existiu também um moinho de vento todo construído em pedra onde eram moídos os cereais produzidos nas redondezas. Este moinho está ligado a uma lenda, contando-se que a irmã do Conde de Podentes se escondia nesse moinho para se encontrar com o seu namorado, um rapaz de condição social inferior à sua, logo sem consentimento do seu irmão.


Fontes consultadas:
Arnaut, Salvador Dias - Dias, Pedro, 2009, Penela, História e Arte
Site da freguesia de Podentes

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