Hoje
em dia está bastante difundida a compra e venda pela Internet dos artigos mais variados.
Há vários sites especializados na matéria e qualquer pessoa pode inserir
gratuitamente um ou vários anúncios para tentar vender um produto usado de que
já não necessite, recuperando assim, se a venda se concretizar, algum do
investimento inicial empregado nesse produto.
De
qualquer maneira, esse método de comprar e vender artigos usados pela Internet,
que ultimamente tem sido muito publicitado, ainda é capaz de causar alguma
desconfiança e receio em pessoas menos habituadas à Internet, talvez por medo
do desconhecido e mistério que o mundo virtual ainda representa.
Utilizei
esse método pela primeira vez para comprar um telemóvel usado, um modelo já antigo
que fora topo de gama da Nokia e que gostaria de ter adquirido na altura do seu
lançamento, mas o preço era demasiado proibitivo para a minha magra bolsa.
Como
aquele equipamento me ficara na retina, alguns anos mais tarde fui à procura
dele nos anúncios dos sites de vendas de artigos usados e acabei por encontrar
um que, a acreditar nas fotos expostas e de acordo com o valor pedido, achei
que tinha encontrado o que precisava.
Como
era a minha primeira compra pela Net senti algum receio, mas resolvi contatar o
anunciante, via email, para pedir mais informações sobre o estado do aparelho.
A resposta veio de imediato e o vendedor garantia o bom estado do equipamento e
acompanhava a mesma com mais fotos.
Respondi
que o telemóvel me interessava, mas que só pagaria por ele determinada importância,
que era algumas dezenas de euros abaixo do valor pedido, proposta que foi
aceite, tendo eu depois confirmado a compra por via telefónica.
Quando
dois dias depois recebi o aparelho pelo correio, à cobrança, verifiquei que,
tal como me fora afiançado, o equipamento estava em boas condições de
funcionamento e em bom estado geral e que, portanto, fizera um negócio que
considerei bom, tendo em atenção as características avançadas do telemóvel e o
preço que pagara.
Alguns
meses mais tarde, ainda entusiasmado com o meu primeiro negócio na Internet,
resolvi anunciar a venda de uma máquina de filmar digital e de um leitor de DVD
portátil, ambos aparelhos que estavam praticamente novos, mas que já não me
interessavam. Fiz o anúncio pedindo um valor muito baixo pelos aparelhos,
pensando que os iria vender rapidamente, no entanto e apesar de ter mantido o anunciou
no ar durante três meses, não obtive qualquer resposta, pelo que desisti de os
tentar vender.
Algum
tempo depois senti a necessidade de me desfazer de uma moto que tinha adquirido
no final dos anos 90. Era uma Yamaha SR de 125 cm3, de 1995, já com 16 anos na
altura e, a condizer com a sua idade, tinha algum desgaste geral necessitando
de imediato da substituição dos pneus e do tubo de escape, embora estivesse
muito boa de pintura, e em estado geral razoável.
Coloquei
anúncios em dois sites, com fotografias da moto e descrevendo as maleitas de
que ela padecia e, lembrando-me do fracasso anterior com a máquina de filmar,
fiquei com poucas esperanças de que aparecesse alguém interessado.
Foi
com alguma surpresa que poucas horas após ter colocado o anúncio comecei a
receber propostas para a compra da moto. Essas propostas chegavam por email e
por telemóvel e pouco depois recebi o primeiro interessado para ver
pessoalmente a moto e que por sinal fora o primeiro contato que tivera.
Foi
um negócio que se fez em tempo record, dado o interesse demonstrado pelo
visitante. Tive que fazer um pequeno abatimento ao preço inicial, que estava
mais ou menos dentro do valor real do veículo e embora, talvez, tendo em vista
o interesse demonstrado por várias pessoas, pudesse ter vendido por um pouco
mais, acho que fiz um negócio razoável, rápido e sem complicações, dada o
interesse e a seriedade demonstrada pelo comprador.
Não
me recordo ao certo, mas durante os três ou quatro dias que os anúncios estiveram
no ar devo ter recebido cerca de uma vintena de propostas, o que me fez pensar
que aquele tipo de motos, com cilindrada de 125 cm3, graças à recente
legislação que permite a sua condução com carta de ligeiros, estaria ou estará
mesmo ainda a ter grande procura. A economia de consumo (menos de três litros
aos 100 km .
também deve ter influência no interesse por aquele tipo de veículo.
Aquele
modelo de moto tem, no entanto, duas características que não me agradaram: o
banco que é rebaixado à frente o que faz com que o condutor vá encolhido e, no
caso de levar passageiro este tem tendência para deslizar para a frente,
comprimindo o condutor o que é desagradável e pouco cómodo. Outra
característica desagradável é o facto dos seus guarda-lamas serem reduzidos, o
que faz com que quando está a chover o condutor fique com as costas salpicadas
de lama e água e, pior ainda, com os pés encharcados, a menos que leve umas
botas de água calçadas o que também não é muito prático.
Enfim,
acho que ninguém iria mencionar essas características menos favoráveis nos anúncios,
até porque isso não se trata de nenhum defeito e, tirando isso, é uma ótima
moto, sobretudo para ser utilizada no verão.
Tive
o cuidado de responder a todos os que me contataram agradecendo o seu interesse
e ainda fui brindado com alguns comentários brincalhões que me fizeram sorrir:
Jan 17, 08:59 PM António
Rodrigues 300 euros e não se fala mais
nisso a moto é minha
Jan 17, 05:05 PM Zé
Colmeia 700 euros e necessita de tubo de
escape que custa 250 euros está doido? Oferece-a mas é!!!!!!!!
Jan 17, 05:01 PM ze
abilio 7oo euros por um xanato
velho curate
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