CATAVENTO DE CONSTRUÇÃO CASEIRA PARA BOMBAGEM DE ÁGUA

O projeto “bomba de corda de funcionamento misto manual/eólico” encontra-se agora na fase de observação do funcionamento eólico.

Os primeiros testes foram bastante positivos, dando indicação de que é perfeitamente possível a bomba funcionar deste modo, desde que sejam feitos alguns ajustes nos pequenos pistões da corda e também nas pás da turbina.

A turbina ainda sem as pás amovíveis.

A turbina eólica é de eixo vertical, podendo girar independentemente da direção do vento. Optei por lhe aplicar oito pequenas pás, pás estas que se movem para oferecer menos resistência ao ar, ficando na posição de bandeira quando se encontram a girar contra o vento. Desta forma existe um maior aproveitamento da energia cinética, podendo a turbina atingir maior força e velocidade, uma vez que as “costas das pás” não travam a roda.

Esta foi a forma que imaginei para que o funcionamento da máquina possa ser mais rentável. Trata-se de um engenho caseiro com muitas limitações técnicas e esta solução foi encontrada depois de algumas outras tentativas e experiências com outros tipos de pás, como umas feitas de um bidão de metal de 200 litros ou outras que fiz com chapas de zinco em forma de V. Optei pelas pás móveis, mas adotei ainda outra ideia que me surgiu, para o caso das oito pás de pequena dimensão serem insuficientes. Assim, decidi que, em pelo menos quatro das pás, serão acopladas umas pás amovíveis de maior dimensão, que serão retiradas na época de inverno, uma vez que nesta altura a máquina não necessita de estar ligada à bomba, e também quando houver previsão de ventos muito fortes que podem destruir a turbina.

Fiz as primeiras experiências com pás amovíveis de poliestireno (pás ainda provisórias), com as medidas de 1,00m por 0,50m e correu muito bem. O poliestireno é muito leve e pode ser uma boa solução para este tipo de pás em ventos que não sejam demasiado fortes, pois torna-se fácil de colocar e retirar, basta aplicar as placas nos parafusos já previamente colocadas nos suportes das pás mais pequenas.

Os primeiros testes correram bem (como pode ser comprovado no vídeo), mas detetei algumas falhas, havendo muita coisa a melhorar ainda. A ideia das pás que se movem para que a parte de trás não ofereça resistência ao vento e também os acrescentos amovíveis parece ser muito boa, mas é preciso que tudo esteja bem dimensionado e a funcionar muito bem, caso contrário poderá ir tudo pelos ares em caso de ventos mais fortes.

O sistema que adotei para as pás de direção variável foi um pouco forçado, isto é, acabou por ser o resultado de várias experiências e trabalhos anteriores e é a parte que ainda necessita de maior aperfeiçoamento. De resto, toda a turbina vai precisar de ajustes e estou a ponderar retirá-la da torre para fazer todas as correções necessárias e só depois relatarei mais em pormenor toda a fase da construção da mesma.



 Vídeo com a turbina eólica em funcionamento com as pás amovíveis e provisórias acopladas.


Atualização em 25/02/2015:

Os primeiros testes da turbina eólica deram para verificar que o sistema é perfeitamente viável, no entanto, como no local o vento não é muito abundante, resolvi, para aumentar o rendimento da máquina, separar a parte do funcionamento eólico da parte de funcionamento manual, construindo uma nova bomba que ficará ao lado da já existente. O tubo desta nova bomba (a eólica), será de diâmetro mais reduzido e com os pistões de borracha colocados na corda a espaços mais curtos e confecionados de modo a impedir fugas de água para baixo para que, mesmo a baixas rotações, seja bombeada alguma água e que, em curtas paragens da turbina, a água fique retida pelos pistões, no tubo.

A bomba, funcionando a pedal, roda a rotações mais elevadas e mais regulares pelo que o problema da permeabilidade dos pistões não se nota tanto, mas para funcionar através do vento é necessário fazer esse ajuste. Convém também que a corda circule no tubo e em todo o sistema com o mínimo atrito possível, para que a turbina gire com ventos fracos. Por esse motivo o tubo será também mais estreito para que exista menos peso de água no interior deste.


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