EU NÃO SOU POETA

Comemora-se hoje o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Como trabalho numa escola e gosto muito de livros e bibliotecas, resolvi publicar hoje, no meu blogue, um poema. Trata-se de um texto em verso que fiz há quatro ou cinco anos atrás e com o qual participei num concurso de poemas de amor promovido por uma rede de bibliotecas escolares. Claro que não obtive qualquer prémio, nem sequer recebi o certificado de participação que estava prometido para todos os participantes, pelo que deduzo que terá sido um insucesso absoluto. Mas o mais importante foi ter participado e como diz o Miguel Gameiro dos Pólo Norte: “Eu não sou poeta”!
Foi dado o seguinte mote para a elaboração do trabalho:

Que importa o azul do céu e o azul das águas?
O que procuro é gente
Que sinta o meu amor e as minhas mágoas!”




A partir deste mote elaborei o seguinte texto:

Sim, que me importa que o céu se torne cinzento?
Se não encontro quem me compreenda
Se vivo num grande tormento

Que me interessa a cor do mar?
Se o meu navio anda à deriva
E prestes a naufragar!

Ando em viagem eternamente, procurando a minha diva
Tenho muito amor para dar
E nem que seja noutra vida
Eu terei de te encontrar!

Já andei pelos quatro cantos do mundo
Mas a viagem tem de continuar
O meu sonho não pode ser uma esperança vã
Com a vontade que tenho de te abraçar
Irei a Saturno e a Titã!

Agora, perdido no Universo, não encontro a minha lua
Mas não posso desistir deste grande amor
Quero que venhas ao meu encontro e me digas: - sou tua!
Quero que gravites ao meu redor
E ilumines a nossa rua!

Os anos passam e continuo a procurar
Será que não passas duma miragem?
Será que vives noutro sistema solar?
Tenho de prosseguir a viagem
Até te encontrar, quem sabe? Numa noite de luar!

Agora, já velho e depois de tanta canseira
Fico a pensar, com desconfiança
Se tanta viagem não teria sido asneira
Pois, se depois da tempestade vem a bonança
Será que não estiveste sempre aqui, à minha beira?

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