VENDAVAL NA CHÁCARA

O último inverno foi muito rigoroso e pelo país fora os ventos fortes sucederam-se e causaram bastantes estragos, com destaque para os temporais na zona oeste que causaram grandes prejuízos aos agricultores, devido à destruição de estufas de produção de produtos agrícolas. No entanto a maior catástrofe foi, sem dúvida, a que aconteceu na ilha da Madeira, que provocou a destruição de muitas casas e perda de vidas humanas.

Na zona centro do país também ocorreram ventos e chuvas muito fortes e, no mês de Dezembro, a zona onde tenho a minha chácara foi, uma noite, assolada por forte ventania que arrancou e levou pelos ares uma cobertura de zinco que servia essencialmente para captação de águas da chuva, para armazenar num tanque, com vista à sua utilização nas regas de verão.

A cobertura de zinco, que se vê na imagem, foi arrancada pelos ventos fortes do último inverno.
Esse telhado, apesar de estar assente em três paredes e bem amarrado às mesmas, soltou-se e voou por cima de várias árvores, sem se desmanchar, com todo o seu madeiramento, tendo percorrido cerca de 80 metros, antes de “aterrar” em cima de um faval, propriedade de um vizinho.

Felizmente isto aconteceu durante a noite, tendo causado apenas alguns prejuízos materiais, entre os quais a destruição do orientador do gerador eólico que foi apanhado pelo levantamento do telhado. Este acontecimento veio alertar-me para o perigo deste tipo de coberturas em zonas ventosas, pelo que tomei imediatamente precauções, reforçando a segurança dos outros telhados de zinco da chácara, tendo prescindido daquela cobertura, uma vez que a restante área coberta é mais do que suficiente para encher os depósitos de armazenagem de água.

Imagem captada depois da reconstrução.
O novo visual do moinho de vento.
Depois disto aproveitei para fazer algumas alterações na casa de pedra, que tinha uma parte do telhado também em zinco e para fazer uma parede nova no local, que construí em tijolo e revesti com pedras de xisto. Resolvi também desmontar a roda de pás do moinho de vento que, devido à forma como estava construído, atingia grande velocidade rotativa em dias ventosos, o que poderia comportar algum perigo, tendo-lhe colocado uma armação em madeira, com vista a aplicar-lhe quatro velas triangulares, mas que se destinarão apenas a servir de decoração, pois o sistema agora é fixo.

Depois da tempestade vem a bonança e este ano algumas árvores de fruto estão muito bonitas com realce para as ameixeiras que estão bem carregadas. Este sábado fui lá fazer a sua rega e não resisti a captar esta imagem.
Uma das ameixeiras da chácara.
Leia também o artigo anterior com o título "A minha chácara"

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