PINTURA DE TANQUES DE CIMENTO

Este ano tem sido de seca extrema em Portugal e devido a isso a água que armazenei nos meus depósitos de águas da chuva durante o último inverno foi insuficiente para as necessidades da minha chácara. Como, mesmo em anos de pouca chuva, a área de captação tem sido mais do que suficiente para a capacidade dos reservatórios existentes, decidi construir um novo tanque, aproveitando a fundação já existente e que tinha construído há alguns anos atrás.

Já falei deste tanque num artigo anterior, só que ainda não tinha referido a pintura que foi realizada cerca de um mês após a construção. Depois de me informar sobre a melhor opção de tinta a utilizar de acordo com a relação qualidade/preço, decidi comprar tinta de piscinas, não só porque me pareceu o produto mais adequado, mas também porque era a opção mais barata, o que de algum modo me surpreendeu, pois as outras tintas que poderiam servir  para aquele fim eram muito mais caras, talvez o dobro ou o triplo.

No entanto aquela tinta que usei tem uma regras de aplicação que achei um tanto ou quanto esquisitas. As instruções de aplicação dizia que devia manter a piscina (neste caso o tanque) cheio de água durante dois meses após a sua construção. Após este período, devia ser vazado e depois lavado com uma solução de ácido clorídrico em água (1 parte de ácido em 3 de água) e enxaguar muito bem com abundante água limpa. Após a secagem (48 horas) poderia então proceder à pintura.

Decidi não seguir as instruções, porque para o fazer apenas poderia efetuar a pintura no ano seguinte, no final do verão quando a água do tanque já tivesse sido toda gasta nas regas da chácara e eu, que não sou dado a grandes esperas e já tinha comprado a tinta, resolvi pintá-lo passado um mês após a construção, quando as paredes já estavam bem secas.

Na loja onde adquiri a tinta estavam disponíveis duas opções. Poderia utilizar tinta à base de borracha clorada e para isso teria de comprar também um diluente compatível, ou tinta à base de água cujo diluente era simplesmente água. O preço era igual, mas decidi-me pela última devido à maior facilidade de aplicação e também por causa da limpeza de rolos e trinchas, limpeza essa que poderia também ser feita com água.

Aplicação da primeira demão.

Apliquei uma primeira demão com tinta diluída em 10% de água e, passadas algumas horas dei a segunda e última demão com tinta sem qualquer diluição. Não pintei o fundo porque achei que não havia qualquer necessidade disso. A fundação formava um pequeno lago que sempre governara a água sem qualquer vazamento e ainda lhe tinha aplicado agora mais uma camada de argamassa. Também, quanto às paredes, julgo que estariam completamente impermeáveis pois fiz um trabalho de qualidade tanto nas paredes como no reboco. A pintura foi uma segurança acrescida quanto à impermeabilidade do tanque, pois um reservatório que se destina a armazenar água da chuva não pode, de moldo algum, ficar a verter porque isso poria em causa todo o trabalho feito.

Início da repintura do tanque antigo

Aproveitando o facto do verão se estar a prolongar e porque a tinta que tinha comprado era suficiente, aproveitei para pintar, ou melhor repintar um outro tanque que é um pouco maior do que este. Esse tanque maior já tinha sido pintado há vários anos atrás e mesmo não estando a verter decidi limpar bem as suas paredes e o fundo e pintar de novo. Neste tanque mais antigo, como se tratava de uma repintura, apliquei apenas uma demão de tinta sem diluição.

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